Durante abertura de encontro sobre produção e comercialização de café, em Porecatu, ontem, a Cooperativa dos Cafeicultores de Porecatu Ltda (Cofercatu) lançou o ‘‘Café do Paranapanema’’, que leva para o mercado o padrão do café daquela região. O evento contou com o secretário da Agricultura, Antônio Poloni, diretores da Sociedade Rural do Paraná (SRP), lideranças locais, produtores e técnicos.
O presidente da Cofercatu, José Otaviano de Oliveira Ribeiro, apresentou a estrutura de industrialização de café, os critérios de identificação de lotes e equipamentos para produção de cafés diferenciados. Para José Otaviano, o café commoditie terá um mercado cada vez mais difícil pois vai competir com cafés de países asiáticos, produzidos com mão-de-obra barata, entre outros redutores de custo. Já os cafés diferenciados, de qualidade, com padrão definido, terão mercados igualmente diferenciados.
A Cofercatu - lembrou Otaviano, em entrevista a este jornal -, tem uma tradição muito forte na produção de café. Com a reorganização do mercado e o revigoramento da cafeicultura, não foi difícil para a Cofercatu se adequar à nova realidade, usando do seu know-how e equipamentos, além de contar com proutores tecnificados e organizados. E segundo nota da SRP, a idéia do encontro - que reuniu cerca de 200 produtores - foi vincular o conceito de qualidade ao café produzido na região.
O secretário Poloni destacou que não adianta produzir quantidade. O referencial para competir agora tem que ser qualidade.
O ‘‘Café do Paranapanema’’ será mais um fator de renda a manter os agricultores estimulados a produzir e permanecer na zona rural. Durante os últimos 30 anos a agricultura passou por muitas transformações cuja principal consequência foi o abandono do campo. Mas, na região da Cofercatu, as propriedades conseguiram resistir à entrada da pecuária extensiva.
Na parte da tarde, o programa da Jornada Regional - Café do Paranapanema teve três palestras: o agrônomo Edison Trento, da Emater sobre a Campanha Café Qualidade Paraná e Concurso Paraná 2000. O pesquisador do Iapar Armando Androcioli Filho, apresentou resultados do plano ‘‘Café Qualidade Paranᒒ e a pesquisadora Alaide Aparecida Krzyzanowisk, faltou sobre convivência com nematóides em área de café.
E evento continua hoje com palestras sobre Mercado cafeeiro atual e futuro, por Eduardo Carvalhaes Junior, do Escritório Carvalhaes, e Guy Carvalho, sobre o projeto Café Gourmet, da OIC.

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