Cofap adia 100 demissões após corte de 149
Depois de demitir 149 de seus 4.200 empregados anteontem, a Cofap, fabricante de autopeças comprada em setembro pelo Grupo Fiat, anunciou ontem uma trégua até fevereiro e adiou outras 100 demissões que faria nos próximos dias. Mas o corte já efetuado é irreversível, segundo o negociador da empresa, Antônio Lemos.
Inicialmente, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, José Tomás Neto, filiado à Força Sindical, havia anunciado 100 demissões. Ontem Tomás foi negociar com a empresa e descobriu que o corte era de maiores proporções. Funcionários fizeram assembléia pela manhã na porta da empresa e desistiram de fazer greve de protesto, já que saem de férias coletivas nos dias 15 e 22, conforme o setor, e só retornam no dia 6.
A paralisação seria para pressionar a empresa a negociar, mas a Cofap se antecipou e nos chamou para uma reunião, disse Tomás. O sindicalista espera, até fevereiro, convencer a indústria a desistir das novas demissões. Mas, de imediato, a empresa já recusou a idéia de redução de jornada e de salários, prevista no acordo assinado entre a Força Sindical e fabricantes de autopeças.
Independentemente do pacote econômico, já estávamos estudando ajustes, disse Lemos. As medidas do governo apenas tornaram essa necessidade mais urgente. No total, a Cofap pretendia demitir 250 empregados.





