Código de trânsito aquece venda de peças para carros e bicicletas
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quinta-feira, 22 de janeiro de 1998
Carina Paccola Londrina 
César AugustoEm faltaMagno Vasconcelos mostra kit de refletivos para bicicletas: retrovisores e buzinas já acabaramAumentaram as vendas de equipamentos e acessórios para automóveis e bicicletas em Londrina, em função do novo código de trânsito, que entra hoje em vigor. Em algumas lojas, já não há peças. Na Bike Tech, o último espelho retrovisor foi vendido anteontem. Está prevista a chegada de mais retrovisores e kits refletivos para a próxima semana. O proprietário, Rodolfo Píccolo Rumiato, afirma que a maioria dos equipamentos é importada. Mesmo que o pedido seja feito com antecedência, há uma demora para chegar, diz.
Na Caloi Point 700, também não se encontram mais retrovisores nem buzinas. Até sábado deve chegar mais, diz o proprietário Magno Vasconcelos. Segundo ele, na última semana, foram vendidos 20 joguinhos de retrovisores. Quando anunciaram a nova lei, fiz o pedido de 20 para experimentar. Vendi tudo e já fiz mais pedidos. Vasconcelos afirma que os ciclistas não gostam muito de usar espelhos retrovisores, por considerarem cafona. Os que usam a bicicleta com mais frequência geralmente são equipados com todos as peças de segurança. O kit refletores custa R$ 3,00 e R$ 5,00 (importado).
Na lojas de equipamentos para carros, o cinto de segurança é o mais procurado pelos motoristas. Na Autopeças Araguaia, foram vendidos 50 cintos na semana passada. Antes, a média era de 30 por mês. Foi todo meu estoque, diz Leonildo Hilário de Paiva. O preço do cinto de segurança varia de R$ 6,00 a R$ 9,00. O consumidor também está atrás de triângulos, extintores, macaco e até velocímetro.
Na Autopeças Londrina, o proprietário Marcelo Martins Pinto diz que houve aumento de 30% na venda de cintos de segurança. O pessoal está preocupado em manter o carro em dia. A preocupação é com a multa. Até chave de roda estou vendendo mais.
O gerente geral da Jatobá Peças e Acessórios, Flávio Rodrigues da Silva, afirma que a procura ainda está normal. Estou preparado para atender o aumento nas vendas, diz. Segundo Silva, o pessoal da loja participou de um curso promovido pela General Motors sobre o novo código. É para orientar melhor o consumidor. Para deixar o carro em ordem, há muitos equipamentos que precisam estar funcionando adequadamente. Estamos aptos a dar essa orientação.


