A Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) está retomando o projeto de implantação do gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) na região de Londrina, engavetado há mais de dois anos pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). O projeto volta a ser colocado em prática pelo prefeito Nedson Micheleti e o presidente da Codel, Cláudio Tedeschi, através de várias reuniões com prefeitos da região e contatos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Ministério de Minas e Energia.
''O objetivo é acelerar a implantação do gás natural na região de Londrina, até porque algumas empresas grandes londrinenses estão sendo abastecidas pelo gás via terrestre'', informou Tedeschi. De acordo com ele, o processo que previa a ramificação do gás natural para o Paraná estava emperrado, mas a expectativa agora é que entre em operação num prazo de dois anos.
Nesse momento, a viabilidade do gasoduto chegar ao Sul do País é grande, segundo Tedeschi, em razão da descoberta do gás natural da Bacia de Santos, que começará a ser produzido em 2009. ''O maior interesse do gás boliviano era a região da Grande São Paulo, mas o gás da Bacia de Santos estará disponível para aquela região. Por isso, os bolivianos passaram a priorizar as regiões do Sul do País'', avaliou Tedeschi.
Sob essa perscpectiva, o presidente da Codel diz que a companhia está trabalhando para a vinda do gás natural há cerca de dois meses. ''Estamos tentando agilizar o processo junto ao presidente Lula, através do prefeito'', contou Tedeschi, dizendo que canalização do gás natural depende do Ministério de Minas e Energia e Petrobras, que assumiu um papel de liderança na exploração, produção, refino e transporte do gás natural boliviano. Segundo Tedeschi, a Codel encaminhou pedido de liberação ambiental ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e órgãos do meio ambiente do Estado de São Paulo.
Pelo projeto, o gasoduto entrará pelo Mato Grosso, passando por São Paulo na região de Penápolis, de onde sairá uma ramificação para o Sul do País. Até aqui a canalização deverá totalizar 3 mil quilômetros sem provocar grandes impactos ambientais conforme estudos da Compagás. O gás natural é bastante usado na indústria e no transporte. Ele reduz a matriz enérgica em até 35%, segundo Tedeschi, provocando uma grande economia a esses segmentos.

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