Codel quer evitar leilão de empresa por R$ 27 milhões e recuperar terreno em Londrina
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sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Guilherme Batista - Redação Bonde 
O Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) trabalha na recuperação de um terreno doado em 2007 para a Couroada Indústria e Comércio de Couros. A empresa, instalada às margens da PR-445, faliu no ano passado e a 5ª Vara do Trabalho pretende leiloar a estrutura dela, implantada na área, para quitar dívidas trabalhistas. "A doação foi feita, a empresa não cumpriu com o que prometeu e, por isso, o terreno precisa ser retomado", destacou o presidente da Codel, Bruno Veronesi, em entrevista ao Bonde nesta sexta-feira (30). O caso foi repassado à Procuradoria-Geral do Município, que ajuizou uma ação, em agosto deste ano, pedindo a reintegração de posse da área. O órgão também já entrou em contato com a Justiça do Trabalho e solicitou que o leilão da empresa, marcada para o próximo dia 12, não seja realizado.
O imóvel a ser leiloado, avaliado em R$ 27,8 milhões, tem 29 mil metros quadrados de área construída, com galpões de alvenaria e outras estruturas que abrigam escritórios, refeitório, vestiário, além de outros 15 mil metros quadrados de estacionamento e pátio pavimentados. A estrutura está instalada em uma área de quase 380 mil metros quadrados, que, conforme o presidente da Codel, pode ser repassada pelo município a outras empresas. "Empreendimentos do ramo de couro nos procuraram interessados em aproveitar o imóvel da Couroada para expandir os seus negócios. Também já fomos procurados por empresas que demonstraram interesse em instalar um setor de logística no local por conta do fluxo da PR-445. Há, ainda, a possibilidade de dividir a área e oferecê-la para diversas empresas", listou.

Veronesi contou que a área foi doada sem nenhuma estrutura para a Couroada, mas, se for recuperada, voltará ao município com todas as benfeitorias já realizadas. "Quando se faz a retomada, tudo passa a ser do município", explicou.
A Couroada chegou à cidade em 2007 prometendo gerar mais de mil empregos. Chegou a funcionar, abriu cerca de 500 vagas e exportar para Ásia e Europa, mas fechou as portas devido a crise no mercado internacional de couros. "Em nenhum momento eles nos procuraram para informar sobre as dificuldades. Só ficamos sabendo do fechamento por conta do grande número de demissões realizadas do ano passado para cá", contou Bruno Veronesi.
A Couroada Indústria e Comércio de Couros recebeu o terreno da administração pública durante a gestão Nedson Micheleti.


