A Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina) planeja enviar, no mês que vem, um projeto de lei para que o Legislativo municipal autorize a venda da maior área entre os nove lotes remanescentes da Cidade Industrial de Londrina. A aprovação do processo pela Câmara de Vereadores é a última pendência antes de levar a leilão os terrenos. A expectativa é que os espaços sejam comercializados ainda no segundo semestre de 2026, totalizando cerca de R$ 14 milhões.

A área cuja venda ainda depende do aval dos vereadores tem aproximadamente 14 mil metros quadrados e fica na avenida Saul Elkind. Durante as obras de construção do complexo, esse terreno serviu como canteiro de obras e está fora da área delimitada pelo muro que cerca a Cidade Industrial. A Lei de Zoneamento permite o funcionamento de atividades comerciais nesse lote específico e a intenção é direcionar a venda para empresários interessados em instalar um posto de combustível no local. “Seria bom se tivesse um posto de combustível ali e a gente pretende colocar essa exigência no edital de participação”, adiantou o diretor de Desenvolvimento da Codel, Atacy Melo Júnior.

As metragens dos oito lotes que ficam dentro do complexo ainda não estão definidas e nem os valores de cada um. Nos leilões realizados em 2024, foi ofertado um desconto de 50% sobre o preço do metro quadrado, que ficou em torno de R$ 190. Esse valor deve ser atualizado no leilão deste ano, mas a projeção é de manter o abatimento de 50% e o parcelamento em 36 vezes sem juros, disse o diretor de Desenvolvimento da Codel.

Os oito lotes já estão com a autorização de venda formalizada. Segundo o presidente da Codel, Fabrício Bianchi, a previsão do instituto é concluir a análise de todas as áreas disponíveis neste mês e enviar o projeto de lei ao Legislativo em agosto.

A Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação informou que os projetos de infraestrutura da Cidade Industrial de Londrina estão “praticamente finalizados”. A ligação da rede de abastecimento de água já foi concluída pela empresa responsável e a Copel realizou as instalações da rede de fornecimento de energia elétrica. No momento, falta apenas a implantação de um trecho da rede de esgoto que irá ligar o empreendimento a uma das duas estações elevatórias da Sanepar existentes na região.

Das 56 áreas disponíveis para comercialização, 47 foram vendidas em 2024. Entre elas, quatro iniciaram as obras de construção das indústrias. “Outras estão com a terraplenagem finalizada e algumas iniciaram a fabricação dos pré-moldados junto aos seus respectivos fornecedores”, informou a secretaria de Obras por meio de nota enviada pelo N.Com, o órgão de comunicação da Prefeitura de Londrina.

Conforme a Codel, ainda há empresas em fase de aprovação de projetos e que projetam o início das obras para este semestre.

No momento, a Secretaria de Obras faz os últimos ajustes das planilhas e os trâmites documentais de recebimento da obra para definir a data da inauguração do condomínio industrial. No projeto, foram investidos R$ 38 milhões pelo município.

Antes da formalização da entrega, a maior empresa instalada na Cidade Industrial de Londrina, a J.Macêdo, inaugurou suas atividades no último mês de março. Considerado o parque tecnológico mais inovador da indústria de biscoitos e massas, o investimento total até agora foi de R$ 300 milhões. A estrutura montada em 263 mil metros quadrados conta com um moinho de trigo, silos para armazenagem de grãos e um centro de distribuição. A capacidade de processamento é de 600 toneladas de trigo por dia.

Super Distrito Industrial

No ano passado, a Codel anunciou a intenção de construir em Londrina um novo complexo industrial voltado a indústrias de cadeia longa como forma de dar continuidade ao processo de industrialização do município, considerado fundamental para a mudança da matriz econômica local. O projeto chamado de SDI (Super Distrito Industrial) chegou a ser apresentado em um evento realizado no Reino Unido.

Na época, a Codel explicou que a iniciativa é uma aposta na atração de grandes empreendimentos, uma vez que os 900 mil metros quadrados de área útil da Cidade Industrial de Londrina são considerados insuficientes para abrigar empresas de grande porte.

“Estamos em tratativas com o prefeito e o secretário de Planejamento para dar os próximos passos no projeto do SDI”, comentou Bianchi.

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