O plano estratégico de gestão da Incubadora Industrial de Londrina (Incil) deverá sofrer reformulações para o próximo ano. Pelo menos é o que pretende a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), que diz estar encontrando dificuldades para cobrir os custos com a incubadora e continuar dando fomento ao surgimento de novas empresas.
Como a Codel é um órgão público, tradicionais instituições de incentivo como o IEL, Finep, CNpQ e Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, ficaram impedidos de contribuir financeiramente com a incubadora, quando a Associação de Desenvolvimento de Londrina (Adetec) deixou de ser a gestora, em abril de 1999. ‘‘Hoje, só a prefeitura é quem está bancando a Incil’’, afirmou o diretor de Desenvolvimento da Codel, Marcel Haswany. Segundo o diretor, a Incil gera custos mensais que chegam a R$ 22 mil, à titulo de aluguel do prédio, folha de pagamento, suporte tecnológico, entre outros. Apenas pouco mais de R$ 2 mil são conseguidos junto às nove empresas que hoje fazem parte da incubadora, seundo a Codel. Por ano, órgão ‘‘gasta’’ perto de R$ 250 mil para manter a incubadora.
Marcel Haswany adiantou que o novo plano deve intensificar a relação da Incil com empresas, centros tecnológicos e instituições de ensino e pesquisa. ‘‘Iniciativas isoladas não dão certo; tem que haver uma articulação bem definida entre os diversos setores’’, apontou. A Incil, inaugurada em abril de 94, foi acumulando problemas durante os anos. Hoje, segundo a Codel, pelo menos 50% dos ‘‘incubados’’ estão inadimplentes; os cursos e treinamentos têm baixa frequência; algumas empresas estão com as portas fechadas ou utilizam o espaço como depósito; o prédio não tem condições de instalações; a reforma do novo espaço (Centro Industrial Francisco Sciarra) não está pronta e o índice de mortalidade de empresas pós-incubadora é de 20%.
Mesmo assim, a Incil não deixa de ser uma alternativa viável de fomento empresarial. Conforme aponta Marcel Haswany, os ‘‘custos’’ são cobertos, posteriormente, com o pagamento de impostos e com a geração de novos empregos, que custam quatro vezes menos que da maneira convencional. A aposta da Codel é que, com as modificações, a incubadora seja auto-sustentável num prazo máximo de 10 anos.

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