Codel debate indústrias químicas e alimentícias
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 23 de junho de 1997
Bete Fagundes 
A Codel (Companhia de Desenvolvimento de Londrina) realiza hoje e amanhã seminários sobre dois setores dos mais cotados no município: farmacoquímico e alimentos. Na esteira da política de atração de investimentos, Codel e Adetec (Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina) propõem o debate para conhecer as indústrias da cidade, ver como elas estão, do que precisam.
Vamos mostrar aos empresários e executivos o Plano de Desenvolvimento Industrial de Londrina (PDI), discutir propostas de colaboração mútua, saber da situação de cada um e promover parcerias entre empresas, adianta o presidente da Codel, vice-prefeito Alex Canziani.
Segundo o PDI, traçado em 1995 pela Andersen Consulting, Londrina tem vocação para todo tipo de indústria nos setores químico, alimentício, têxtil e eletroeletrônico. Mas para executar um projeto de incentivo ou expansão dos negócios na área, o PDI recomenda aos agentes oficiais um conhecimento prévio do que existe na cidade em termos de produção, qualidade, níveis de atratividade e até os problemas dos setores. É isso o que a Codel e a Adetec estão querendo fazer.
Só podemos ser coerentes com o desenvolvimento industrial de Londrina se conhecermos, antecipadamente, o quadro atual, os problemas dos empresários, observa Canziani. O diretor executivo do PDI, Kentaro Takahara, destaca que o objetivo maior é potencializar a indústria com uma melhor oferta urbana, incorporando novas tecnologias à produção, oferecendo alternativas para atrair e formar joint ventures.
Canziani, que acaba de chegar de uma viagem de sete dias nos Estados Unidos, fala que os grandes projetos de Londrina estão sendo discutidos dentro e fora de casa. Membro de uma comitiva liderada pelo ex-secretário nacional do Turismo, Silvio Barros, o vice-prefeito de Londrina fez contatos em Orlando, Washington e Nova York.
Em Orlando, Canziani falou na Câmara do Comércio sobre o PDI e o projeto de incentivos a empreendimentos turísticos. Em Washington, no Bird (banco de fomento internacional), ele assumiu o compromisso de enviar um plano de infra-estrutura já com pedido de financiamento. Seria algo entre US$ 60 milhões e US$ 100 milhões. No Banco Mundial ele não encontrou nenhuma linha para municípios (só via Estado ou União), mas soube da possibilidade de negociar um empréstimo para o PDI com uma agência ligada ao banco.
O seminário de hoje é sobre a indústria química, o de amanhã, alimentos. Programa: apresentação do PDI e das atividades da Adetec, levantamento da realidade dos setores (problemas e soluções), e propostas de melhorias e parcerias. Codel e Adetec também vão promover seminários com os setores têxtil/confecções (dia 1º de julho) e eletroeletrônico (2 de julho). Os quatro no mesmo local e horário: auditório da Codel, a partir das 18 horas.


