Testes de secagem de grãos com gás, em substituição ao uso da lenha, estão sendo feitos no armazém da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) em Assaí, norte do Estado. Os testes são em caráter experimental, mas se forem bem sucedidos, a expectativa é utilizar o gás natural boliviano que deverá chegar mais barato com a construção do gasoduto Brasil-Bolívia, que atravessará o Norte do Paraná.
O armazém de Assaí deve receber este ano 200 mil toneladas de grãos, das quais 51 mil toneladas vão passar pela secagem a gás, sendo 24 mil toneladas de soja, 26 mil toneladas de trigo e mil toneladas de milho. Para os técnicos da Codapar, o uso do gás melhora a qualidade do produto e preserva o ambiente.
Atualmente o uso do gás ainda é mais caro que o processo convencional de secagem. Em Assaí, o gás custa 28% a mais que a lenha. O custo total da secagem a lenha é de R$ 1,73 a tonelada, contra os R$ 2,23 a tonelada no processo a gás. Mas nos demais itens do processo, como rendimento, gastos com energia elétrica, manutenção e mão-de-obra, o gás supera a lenha. O rendimento no processo a lenha é de 19 toneladas secas por hora, enquanto na secagem a gás são secas 21 toneladas no mesmo período. Os técnicos acreditam que os custos da secagem a gás vão cair a partir do uso correto dos equipamentos, como regulagem e adaptação de secadores.

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