Codapar recorre à Justiça para ficar na Eadi de Foz
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 31 de julho de 2002
Alexandre Palmar<br>Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu - A decisão sobre a administração dos serviços na principal estação aduaneira do interior (Eadi) do Paraná, em Foz do Iguaçu, foi parar no Tribunal Regional Federal da 4Região, em Porto Alegre. A Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), atual concessionária, reivindica a anulação do processo que passou a exploração para outra empresa.
O pedido de liminar pede a prorrogação por mais cinco anos do atual contrato firmado com a Receita Federal, cujo prazo termina no dia 18 de agosto. A medida solicita ainda o cancelamento do contrato emergencial de seis meses com a Eadi Sul, uma subsidiária da Columbia Armazéns Gerais, que administra depósitos em Curitiba e São Paulo.
Uma das alegações da Codapar é o fato de não ter acumulado retorno financeiro dos investimentos feitos no complexo, nos últimos cinco anos. Passam diariamente pela unidade mais de 500 caminhões com cargas de exportação e importação da tríplice fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina) e outros países do Mercosul.
O cancelamento do vínculo preocupa 81 funcionários da Codapar, responsáveis pelo controle do pátio, balança, empilhadeira, câmara de refrigeração, segurança e portaria. ''Não sabemos se a empresa vai absover os trabalhadores'', afirmou José Enézio de Freitas, diretor regional do Sindasp, sindicato da categoria.
Ontem, o delegado da RF em Foz, Mauro de Brito, disse que o contrato emergencial foi assinado porque problemas técnicos atrasaram a licitação definitiva. O edital publicado em 10 maio e republicado em 21 de junho atraiu sete empresas. Os envelopes foram abertos no último dia 25. A licitação deve ser concluída num mês.
A vencedora será quem cumprir as exigências técnicas, oferecer as menores taxas de serviços aos usuários e maior retorno a União. Questionado sobre o valor do contrato, Brito respondeu que ''é uma atividade com valores suficientes para a empresa obter lucro no processo''. Ele alegou ''sigilo fiscal'' para não informar as cifras.


