Codapar quer estação transformada em Eadi
A Codapar (Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná), que opera a Estação Aduaneira de Fronteira (EAF) em Foz do Iguaçu, protocolou na Receita Federal a transformação do local em Estação Aduaneira de Interior (Eadi). A EAF permite a suspensão das taxas alfandegárias por seis meses, enquanto a Eadi - considerada por exportadores de Foz do Iguaçu como a solução para driblar a crise - suspende as taxas por até três anos.
Com a Eadi, as 400 empresas da cidade passarão a ser exportadoras de primeira classe, como a própria indústria. Atualmente, os importadores, principalmente paraguaios, conseguem melhores preços comprando diretamente das fábricas, além do risco das mercadorias que não forem negociadas no prazo permitido pela EAF terem as taxas alfandegárias embutidas nos preços.
Outras vantagens aguardadas por comerciantes de Foz é a suspensão de impostos de importação, transformando a cidade num show room de produtos de todo o mundo, inclusive eletroeletrônicos vendidos em Ciudad del Este, no Paraguai, e a realização de operações como o drawback, que permite que matéria-prima do exterior entre no País e, após a industrialização, volte ao local de origem sem pagamento de impostos.
É o primeiro passo para essa região transformar-se em uma Hong Kong, diz o ex-secretário de Indústria e Comércio de Foz do Iguaçu e vereador, Mohamad Barakat (PPB). Cerca de 7% dos produtos vendidos nos supermercados de Curitiba são importados. Isso pode passar através de Foz do Iguaçu, completa Eliseu de Ricardo Antônio, coordenador do Centro Internacional de Negócios (CNI).
A Codapar já se comprometeu a atender as exigências do governo para a transformação do EAF em Eadi. Entre elas, o coordenador do órgão disse que estão adiantadas as obras de ampliação do pátio para 94 mil metros quadrados e a aquisição de câmaras frias para estocagem de produtos congelados.





