Cocamar quer expandir para o Norte do Estado
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quinta-feira, 04 de julho de 2013
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
No ano em que se comemora o aniversário de 50 anos da Cooperativa Cocamar, de Maringá, os grãos são peça-chave, entre outros negócios, para os recordes de faturamento. Nos últimos cinco anos, o lucro da cooperativa saltou de R$ 1,39 bilhão para R$ 2,55 bilhões previstos para 2013, uma ascensão de 83%. Em 2015, a estimativa é atingir R$ 3 bilhões.
Diretores, associados e cooperados pioneiros que ajudaram a construir a história da Cocamar celebram hoje os 50 anos do início das atividades da cooperativa, fundada em 27 março de 1963. Para marcar o cinquentenário, será inaugurado o Memorial Cocamar 50 anos, no parque industrial da cooperativa. Produtores pioneiros serão homenageados com o plantio de árvores nativas e a festa termina com um jantar para todos os cooperados.
"O crescimento de uma empresa não é só um desejo, mas uma necessidade e uma exigência em face a um mercado extremamente concorrido e competitivo. Nós temos a percepção de que precisamos continuar crescendo e ganhando escala, pois as margens são pequenas e os custos não param de crescer", avalia o presidente da cooperativa, Luiz Lourenço.
Apesar dos números expressivos no recebimento de grãos, a diversificação e a industrialização também são peças-chave para a cooperativa. De acordo com Lourenço, sem a indústria, a Cocamar "não consegue ser competitiva, não cresce e fica à mercê de outras corporações para processar seus produtos".
Em 2013, o recebimento de soja somente entre os cooperados atingiu 780 mil toneladas. O recebimento de milho também cresceu de 510 mil toneladas em 2012 para 780 mil toneladas este ano, um recorde absoluto. Já a laranja também vem aumentando substancialmente. Entre 2010 e 2012 o salto foi de 4,48 milhões de caixas (40,8 kg) para 9,5 milhões, incremento de 112%.
A diversificação é importante para que a cooperativa não fique à mercê de poucas culturas. Para o presidente da Cocamar, o momento atual para a soja e o milho ainda é especial, mas com restrições. "Não podemos esperar que isso perdure por muito tempo. Por isso, na região noroeste, em especial, é onde trabalhamos tanto pela integração lavoura, pecuária e floresta. Há muitas propriedades com áreas de pastagens degradadas que estão condenadas a desaparecer, quando poderiam se transformar em verdadeiras fábricas de alimentos, potencializando a produção de carne e acrescentando a isso a soja e a madeira de eucalipto. Estamos tratando isto como uma revolução."
Para outras regiões, Lourenço explica que mesmo um produtor de soja, que já possui todo um parque de maquinários, pode diversificar os seus negócios com o cultivo mecanizado de café ou mesmo com pomares de laranja.
Por fim, o presidente da Cocamar diz que sonha com uma contínua evolução dos números associada à confiança dos cooperados. "Mesmo voltado para o crescimento, nosso sonho não é estar entre as maiores cooperativas do Brasil, mas entre as melhores."
Expansão
Cerca de 70% das safras de soja e milho da Cocamar sai do Noroeste do Estado. Por isso, a cooperativa quer focar sua expansão em outras regiões. No Norte paranaense, onde atua desde meados de 2010, o índice ainda fica na casa dos 20%. "Para os próximos anos, pretendemos fortalecer muito a nossa atuação nos municípios da região Norte do Paraná, polarizados por Londrina. Temos ali, um grande potencial a ser desenvolvido. A considerar a receptividade dos produtores em relação à cooperativa, não temos dúvidas de que chegaremos lá", complementa.


