Cocamar quer autorização do BB para abrir capital
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segunda-feira, 29 de setembro de 1997
Alda do Amaral Rocha Agência Estado São Paulo 
A Cocamar aguarda o sinal verde do Banco do Brasil para iniciar o processo de reestruturação que transformará seu parque industrial em sociedade anônima. Em janeiro passado, depois de o Chase Manhattan Bank ter realizado um trabalho que apontou a reestruturação e a abertura de capital como saídas para solucionar o alto endividamento da Cocamar, o presidente do BB, Paulo César Ximenes, esteve na cooperativa decidindo que a reestruturação e a abertura de capital seriam feitas simultaneamente.
De acordo com o o presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, o parceiro mais importante da cooperativa na reestruturação será o BB, e o negócio envolverá uma operação via BNDESPar.
Segundo Lourenço, não há dificuldade para convencer os associados de que a mudança é importante, diz Lourenço, uma vez que o endividamente é alto e a abertura é uma forma de equacionar a crise. A dívida da Cocamar hoje é de R$ 190 milhões para um faturamento anual de R$ 330 milhões, de acordo com o presidente da cooperativa.
Com o Plano Real a abertura de capital da Cocamar não foi possível, pois a crise de liquidez aumentou assustadoramente, de acordo com Lourenço. Foi então que o Chase começou o trabalho de reestruturação que apontou a alternativa. O presidente da Cocamar diz que uma possível aliança é a etapa seguinte ao processo de reestruturação em seu parque industrial.
Lourenço enfatiza que apenas o parque industrial terá o capital aberto, isto é, a reestruturação vai envolver as atividades de esmagamento de soja, processamento de fios de algodão, de seda e a usina de álcool.
Segundo Lourenço, a cooperativa poderá dividir a administração da nova SA. A relação com o cooperado será feita pela cooperativa, que continuará atuando na venda de insumos, recebimento de produtos, administração de armazéns e estoques.


