Curitiba - A Cocamar Cooperativa Agroindustrial paralisou ontem as atividades de seis indústrias de Maringá, no noroeste do Paraná, em apoio à manifestação de agricultores que, naquela região, começou no domingo. De acordo com a empresa, pelo menos mil funcionários estão sem trabalhar. As atividades interrompidas são as de produção de óleos vegetais, café torrado, maioneses, álcool gel e doméstico, sucos e néctares de frutas, bebidas à base de soja, creme e condensado de soja, atomatados e molhos.
  Além disso, também estão paradas as operações de recebimento da safra agrícola em Maringá e outros 39 entrepostos espalhados pela região. Em muitos desses locais os agricultores, dos quais a maioria é cooperado da Cocamar, colocaram tratores e caminhões. O presidente da cooperativa, Luiz Lourenço, admitiu que essas medidas trarão prejuízo, embora ainda não seja possível quantificar. A expectativa é que após o dia 16, para quando está prevista uma manifestação nacional, as atividades sejam normalizadas.
  Na manhã de ontem, os produtores rurais que bloqueavam a ferrovia que passa por Maringá decidiram liberar o local, cumprindo determinação judicial. No entanto, segundo a América Latina Logística (ALL), que gerencia o transporte ferroviário no Estado, eles ocuparam outro trecho em Sarandi. Também na região noroeste, os agricultores ainda mantinham suas máquinas sobre os trilhos em Marialva, apesar de ordem judicial para que a via fosse liberada. Em Cambé (13 km a oeste de Londrina), um outro grupo de produtores resistia à ordem judicial para liberar um trecho da malha ferroviária.
  Ontem, os agricultores decidiram levar o protesto para as rodovias. Na BR-376, no noroeste do Estado, entre Paranavaí e Maringá, pela manhã só era permitida a passagem de automóveis. À tarde, com vários tratores e caminhões, a rodovia ficou totalmente fechada por algumas horas. Na PR-486, em Tupãssi, no oeste, um grupo de agricultores também estava fazendo um bloqueio na estrada, que era aberta por alguns minutos a cada duas horas. Na PR-323, em Umuarama, no noroeste, caminhoneiros retomaram o protesto que tinham encerrado na noite de quarta-feira e fecharam a rodovia.

mockup