Cocamar investe na exportação de bebidas
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quinta-feira, 05 de agosto de 2004
Carolina Avansini<br> Reportagem Local 
A cooperativa Cocamar Agroindustrial, de Maringá, aproveita o bom momento das exportações brasileiras para ampliar seus negócios no exterior. Tradicional exportadora de semi-elaborados como soja e derivados, a empresa começou a embarcar, em maio deste ano, produtos terminados para venda no varejo.
Café torrado e moído em embalagens à vácuo de 500 e 250 gramas; sucos de frutas e bebidas à base de soja, prontos para beber, envasados em unidades cartonadas de um litro e 250 mililitros são as mercadorias exportadas para atender o consumidor final. América do Norte, Ásia e União Européia constituem o principal mercado.
De acordo com Marco Roberto Alarcon, gerente nacional de vendas da cooperativa, o investimento em exportação de produtos industrializados visa fechar o ciclo produtivo das cadeias exploradas pela cooperativa.'' É uma forma de cumprir o lema ''da nossa terra para sua mesa'' , afirmou.
A estratégia busca agregar valor à produção dos cooperados. Há também a intenção de garantir um fluxo produtivo constante para as fábricas e agricultores, gerando equilíbrio diante das oscilações dos mercados interno e externo.
O fato de a Cocamar, como cooperativa de produtores rurais, deter o controle da rastreabilidade de produtos como café e soja é um fator que conta pontos positivos junto aos importadores. O consumidor pressupõe que, ao comprar produtos de origem cooperativa, o está fazendo de uma cadeia organizada que não explora, por exemplo, a mão-de-obra infantil. Outro aspecto que sensibiliza os compradores são os vários programas sociais e ambientais realizados pela empresa.
Diante da oportunidade, a Cocamar planeja algumas mudanças para atender o mercado internacional. As embalagens dos produtos, por exemplo, terão que ser adaptadas para outras línguas, além do português. Hoje, apenas os sucos, néctares e bebidas à base de soja são apresentados ao mercado em português e espanhol.
Em 2004, as exportações totais da cooperativa incluindo semi-elaborados e industrializados deverão atingir R$ 122,7 milhões. O montante representa cerca de 10% do faturamento previsto para o período ou R$ 1,138 bilhão. As vendas externas de produtos para o varejo devem atingir US$ 1,1 milhão. ''Ainda é um volume pequeno em relação às vendas gerais, mas o mercado é promissor'', analisou Alarcon.
Já as receitas com a comercialização de produtos de varejo vendidos no Paraná e nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul deverão atingir R$ 265 milhões, o que representa 40% a mais que os R$ 190 milhões alcançados em 2003.


