Com a expectativa audaciosa de dobrar o faturamento até o ano de 2020, a Cocamar Cooperativa Agroindustrial, de Maringá, começa a operar de forma mais intensa no sul do estado de São Paulo a partir deste ano. Até meados de 2016, a expectativa é que quatro novos entrepostos e lojas de insumos estejam em operação em cidades próximas ao rio Paranapanema, limite do estado com o Paraná, em que a cooperativa atua de forma intensa em municípios como Alvorada do Sul, Primeiro de Maio, Bela Vista do Paraíso, Sertanópolis, Sertaneja e Santa Mariana.
No início do ano, a Cocamar inaugurou uma unidade de recebimento de grãos em Iepê (SP). Nos próximos meses, será aberto um entreposto em Palmital (SP), uma unidade de aquisição de café e venda de insumos em Piraju (SP) e, por fim, uma unidade em Santo Anastácio (SP), prevista para entrar em atividade em 2016. Vale dizer que a cooperativa atua no estado vizinho desde 2013, quando inaugurou um ponto de assistência técnica e venda de insumos em Presidente Prudente, e fez um trabalho forte com a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). "Neste caso de Prudente, as áreas que atuavam apenas com pecuária começaram a produzir grãos, melhorando a renda dos produtores cooperados de forma efetiva", explica vice-presidente de negócios da Cocamar, José Cícero Aderaldo.
Aderaldo relata que, além dos fatores econômicos, a Cocamar percebeu uma chamada dos produtores em relação "à falta do trabalho sólido" do sistema cooperativista no estado de São Paulo. Ele relata, inclusive, que muitos deles são originários do Paraná e até possuem terras em ambos os estados. "A cooperativa tem uma atuação muito diferente de uma revenda de insumos ou de um cerealista. Eles sentem falta da inclusão de novas tecnologias, com acompanhamento de técnicos profissionais. Muitos tentam trabalhar sozinhos e acabam tendo problemas".
Atualmente, a cooperativa conta com 200 cooperados em São Paulo e a expectativa é atingir a marca de pelo menos mil produtores a médio e longo prazos. Ele relata que os produtores têm o mesmo perfil dos paranaenses. "Eles são pequenos, carentes de tecnologia, de assistência técnica e pouca segurança em relação à comercialização. O estado de São Paulo teve uma retração de cerealistas, deixando os produtores inseguros. É necessário uma assessoria de mercado, um local para compra de insumos e venda de produção para deixá-los tranquilos".
No que diz respeito ao faturamento, a expectativa da cooperativa, no geral, é atingir a marca de R$ 6 bilhões até 2020. Até dezembro, a Cocamar deve fechar com um valor próximo a R$ 3,1 bilhões, alta de 10,7% em comparativo a 2014. Aliás, este ano é que se fecha o quin-quênio 2010-2015, em que a expectativa também era dobrar o faturamento, o que foi conquistado. "Em 2010, o valor ficou em R$ 1,4 bilhão. Para isso, expandimos nossas atividades para a região de Londrina, com o arrendamento dos entrepostos da Corol e conseguimos condições para esse incremento. Agora, nesta nova fase, a estratégia é o aumento de operações na região que já atuamos atualmente e a expansão para o sul de São Paulo e leste do Mato Grosso do Sul, onde já estamos com duas unidades localizadas em Nova Andradina e Ivinhema".

mockup