É possível produzir grãos ou carne na região do arenito com alta rentabilidade. É o que mostram técnicos da Cocamar, do Instituto Agronômico do Paraná e da Universidade Estadual de Maringá. Cada um na sua especialidade, os pesquisadores se reuniram esta semana para aferição de dados sobre as diversas modalidades de exploração do arenito. Eles analisaram, checaram os números e chegaram à conclusão - mais uma vez - que usando tecnologia e com orientação profissional o produtor pode ganhar muito dinheiro.
Mostrar as vantagens das diversas alternativas econômicas para a região e como colocar esses dados para o agricultor, para que ele tome decisão, não foi difícil para as três instituições, a partir de dados já validados em campo.
Os pesquisadores Elir de Oliveira (Iapar), Antonio Sacoman (Cocamar), Alexandre F. Alves (UEM), Adelar A. Motter (Iapar), Garibaldi Batista de Medeiros (Iapar) e Florindo Dalberto (presidente do Iapar) mostram dados que dão respaldo às iniciativas de produção nas áreas de arenito.
Com base em dados de campos experimentais da pesquisa e dos próprios agricultores os técnicos das três instituições fizeram análise crítica de várias situações de exploração do arenito dentro de dois pontos centrais: A) Análise Econômica do Sistema Integração Lavoura-Pecuária, B) Análise Econômica do Sistema de Reforma de Pastagem pós- Agricultura.
Em todas as situações, tanto o produtor de grãos, arrendatário, quanto o proprietário praticamente não têm lucro na primeira safra, porém têm boa rentabilidade a partir do segundo ou terceiro ano.
Os dados da Cocamar, do Iapar e da UEM convergem para uma progressão na rentabilidade de grãos e carne. Os técnicos sempre consideram as duas situações, a de integração lavoura-pecuária, e a da pastagem pós-agricultura, em que o pecuarista recebe, um pasto totalmente recuperado, com maior capacidade de suporte, além da renda de um período de três a cinco anos. Tudo isso acompanhado por técnicos treinados.
Ao longo das exposições de dados através de transparências os técnicos vão citando exemplos de casos bem-sucedidos.
Conforme Sacoman, da Cocamar, a produtividade média da soja na safra 99/00, que compreende terra roxa e arenito foi de 98 sacas/alqueire. Na mesma região - área comprende 87 municípios - a produtividade do arenito foi de 92 sacas/alqueire. Em Iporã produtores conseguiram 170 sacas/alqueire, na safra anterior.
Elir de Oliveira cita propriedade de leite em Umuarama que adotou aveia preta (Iapar 61) elevando a produção de leite de 250 litros/dia para 450 litros/dia. ‘‘O sistema de integração lavoura pecuária permitirá incrementar a produção de carne e leite e a tecnologia recomendada tanto pode ser usada na média como na grande propriedade’’, afirma.
Elir citou, entre outros, o caso de Osni Lopes, de Iporã. O produtor informou que com a introdução da aveia em áreas de milho e algodão passou a produzir mais leite no inverno do que no verão. A aveia foi a salvação da atividade após as geadas. Enquanto em outras propriedades o gado perde peso e o dono perde dinheiro, quem plantou aveia (dentro de um sistema de produção rotacionado com outras culturas) está com gado saudável e alta produtividade.
Quando os exemplos entram na pecuária de corte, os dados apontam para aumento na produção de carne de até 88%, conforme a situação.

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