Maringá - O grupo Cocamar deve encerrar o ano com faturamento de R$ 775 milhões, registrando uma expansão de 28,7% sobre os R$ 602 milhões contabilizados em 2001. A expectativa para 2003 é crescer mais 29% e fechar o exercício com receita bruta de R$ 1 bilhão. Além da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Maringá (Cocamar), o grupo é formado pelas empresas Paraná Citrus, Textilpar e Transcocamar.
A revitalização da cooperativa começou em 1996 depois de um período difícil nas finanças que obrigou a empresa a reestruturar a administração e renegociar dívidas em bancos. Segundo o presidente, Luiz Lourenço, a Cocamar passou a investir em treinamentos e modernização das plantas industriais com o objetivo principal de formar um capital de giro próprio. Lourenço afirma que atualmente o grupo não depende de empréstimos bancários para investimentos e conseguiu ao longo dos anos um crescimento gradativo no que ele denomina de ''colchão'' financeiro.
Em 1996, a Cocamar gerou um resultado operacional de R$ 9 milhões e este ano conquistou R$ 150 milhões, sendo que R$ 60 milhões foram direcionados para o capital de giro; R$ 42 milhões para pagamento das renegociações das dívidas bancárias e outros R$ 48 milhões para a ampliação e construção de novas indústrias. ''Passamos por um forte plano de reestruturação sempre em busca de rendas'', afirmou Lourenço.
Para o presidente, o grande diferencial da Cocamar é a composição dos 5.525 associados, dos quais 75% são de mini (com até 10 hectares) e pequenos (entre 11 e 50 hectares) produtores. Outros 13% são de médio produtores (51 a 100 hectares) e 12% acima de 100 hectares, considerados grandes produtores para a região Noroeste do Estado. ''A Cocamar não é a maior, mas com certeza é a melhor cooperativa do Brasil'', defende Lourenço.
O presidente cita que a capacidade de expansão surpreende a equipe técnica que há um ano ampliou a capacidade de esmagamento diário de soja da fábrica de óleo de 2,2 mil toneladas para 2,5 mil toneladas e agora já começou a investir R$ 5 milhões para aumentar em 3,1 mil toneladas por dia.
Segundo Lourenço, a expansão da soja na região do arenito caiuá forçou a cooperativa a rever os números de expansão. Com uma capacidade atual para armazenagem de 680 mil toneladas de grãos, a empresa espera concluir até a próxima safra de inverno um novo armazém graneleiro para mais de 100 mil toneladas.
Lourenço credita o crescimento no faturamento também ao aumento nas vendas de produtos de varejo, com a entrada em operação de mais três unidades industriais para produção de maionese, catchup, molhos, suco de frutas e suco com proteína de soja. As vendas do setor, neste ano, totalizaram R$ 133 milhões. A expectativa é movimentar R$ 200 milhões em 2003.

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