Cocamar discute ''poda'' de cafeeiros adensados
Marcos Zanatta
De Maringá
A Cocamar inicia hoje em Iporã, na região de Umuarama, uma série de demonstrações sobre a necessidade da poda do café adensado. O agrônomo Antônio Ailton Basso, explica que ainda não existe um consenso entre técnicos e pesquisadores sobre o tipo de poda. Mas a prática é indispensável para que o cafezal recupere o potencial, diz. São três tipos de poda. A recepa, que é a mais racidal, cortando o tronco a 20 centímetros do solo; o decote, onde o corte é feito entre 1,20 metro e 2 metros do chão; e o esqueletamento, onde os galhos laterais são cortados na vertical, a uma distância de 20 centímetros do caula.
A recepa deve ser feita quando os pés de café perdem a barra da saia, onde se concentra o maior volume de produção. O problema é ocasionado pela falta de luminosidade na parte de baixo da árvore, o que provoca a desfolha. A prática era adotada apenas em lavouras atingidas por geada. A produção é retomada apenas em dois anos. O decote é o que Basso chama de meio termo, e recomendado quando existe perda de folhas na parte superior da árvore. A produção volta em um ano.
O esqueletamento é recomendado quando a lavoura não apresenta problemas na barra da saia ou perda de folhas em excesso. A poda é feita em ruas alternadas, com brotação rápida e colheita dentro do prazo normal. Basso diz ainda que não existe época adequada para a poda, que deve ser feita conforme o estado do cafeeiro. O dia de campo sobre poda em café adensado será repetido amanhã em Cianorte e no próximo dia 31 de agosto em Nova Esperança, sempre às 14 horas.





