Cocamar assume entrepostos da Corol
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sexta-feira, 02 de julho de 2010
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
A fusão entre as cooperativas Cocamar, de Maringá, Corol, de Rolândia, e Cofercatu, de Porecatu tem a sua primeira ação concreta marcada para a próxima segunda-feira. A Cocamar firmou um contrato de arrendamento de cerca de 25 unidades operacionais da Corol localizadas nas cidades da região Norte do Estado. O objetivo é auxiliar - em caráter emergencial ®MDBU¯®MDNM¯- os 7,5 mil cooperados da Corol que já estão colhendo o milho safrinha, além de organizar o fornecimento de insumos agropecuários para a próxima safra de verão.
Segundo Luiz Lourenço, presidente da Cocamar, tal ação vai ser realizada porque a Corol está tendo dificuldades de auxiliar seus cooperados neste momento. Uma equipe de colaboradores vai iniciar os trabalhos com os funcionários da cooperativa de Rolândia na próxima semana. ''O processo de fusão é bem burocrático, demanda tempo, mas precisávamos atender os produtores agora, antes da realização do plantio de setembro e outubro'', explica Lourenço, que preferiu não falar nos valores da ação.
As regiões nas quais a Cocamar vai atuar são o Norte Novo, Norte Pioneiro e o município paulista de Iepê, situado na divisa com o Paraná. A abrangência é de 286 mil hectares cultivados de grãos entre milho e trigo, seis mil hectares com laranja e 21 mil com café. ''Demos velocidade ao processo para que os produtores tivessem uma maior segurança. Se não tivéssemos feito isso, os cooperados poderiam deixar a cooperativa e procurar outros auxílios'', avalia o presidente da Cocamar.
Com o arrendamento, os entrepostos e indústrias da Corol devem continuar funcionando normalmente. No acordo não foi incluso o arrendamento das usinas de álcool e açúcar, apenas as unidades operacionais. ''O próximo passo é finalizar o levantamento e análise dos números das cooperativas. Nenhuma indústria foi arrendada, mas é um passo que pode ser dado nos próximos dias'', completa Luiz Lourenço.
Em nota divulgada à imprensa, Eliseu de Paula, presidente da Corol, disse que ''este novo modelo de trabalho é mais um passo para tornarmos a região cada vez mais produtiva''. Ele acrescentou ainda que ''as agroindústrias da Corol continuam seus trabalhos comerciais normalmente, com estudos em andamento buscando alternativas para otimização das estruturas industriais e maximização dos resultados''.


