Curitiba A Cooperativa Agrícola Cocamar, de Maringá, assumiu 100% do controle da empresa Paraná Citrus pioneira no Estado na fabricação de suco de laranja concentrado com a aquisição dos 34% de participação no capital que eram mantidos pelo Fundo de Desenvolvimento do Estado (FDE). O valor final da negociação, anunciada na noite de quarta-feira, em Paranavaí, sede da empresa, não foi divulgado. Estima-se um valor aproximado de R$ 4,4 milhões, considerando que cada ação foi vendida a R$ 1,00, aproximadamente.
O grupo Cocamar já havia comprado, em 2002, os 9% de participação da cooperativa Copagra, de Nova Londrina. A estratégia de assumir o controle total da Paraná Citrus está relacionada à aposta do grupo no crescimento da citricultura na região Noroeste. Tanto que, para 2006, está previsto um incremento de 66% na produção de sucos.
Este ano, a fábrica deverá processar 3 milhões de caixas de 40,8 quilos de laranja e produzir 12 mil toneladas de suco. Para o ano que vem, serão 5 milhões de caixas, atingindo toda a capacidade de produção, de 20 mil toneladas de suco. A expectativa é que, até 2010, os 9 mil hectares de pomares estejam em plena produção, duplicando a oferta da fruta. Até lá, a Paraná Citrus pretende investir na ampliação de sua fábrica para processar o dobro da capacidade atual.
A Paraná Citrus começou a trabalhar com o beneficiamento de laranja in natura, em 1992, e dois anos depois colocou em operação a linha de produção de suco de laranja concentrado congelado. O FDE entrou na sociedade da empresa quase no final dos anos 90, quando a fábrica enfrentava dificuldades para continuar operando e realizou aporte de recursos. ''Foi uma ajuda providencial, possibilitando fôlego para que a empresa seguisse em frente'', comentou o vice-presidente da Cocamar e presidente da Paraná Citrus, José Fernandes Jardim Júnior.
A estratégia empresarial do grupo Cocamar de assumir o controle da Paraná Citrus coincidiu com a política do atual governo do Estado em aplicar os recursos do FDE em financiamentos em vez de manter participação acionária em empresas. ''A política desse governo é pulverizar os investimentos entre os menores e não em grandes concentrações'', afirmou o presidente da Agência de Fomento do Paraná (que administra o fundo), Antonio Rycheta Arten.
Segundo ele, o Conselho de Investimentos é que irá decidir em quais programas de governo serão reaplicados os recursos da venda das ações da Paraná Citrus.

mockup