Cocamar aprova o projeto que integra pecuária e agricultura
Marcos Zanatta
De Maringá
O presidente da Cooperativa de Maringá (Cocamar), Luiz Lourenço, faz um balanço positivo da agricultura em 1999, com destaque para o programa de plantio de soja na região de arenito. O projeto, iniciado na última safra de verão, defende a integração da agricultura com a pecuária. Os criadores arrendam áreas para produtores de grãos profissionais, que exploram de forma racional a cultura e devolvem a terra com a pastagem reformada. Foi a forma que encontramos para ampliar nossa fronteira agrícola e melhorar as condições das pastagens no Noroeste, explica Lourenço.
A soja é também a principal cultura na região de abrangência da Cocamar, e para o presidente da cooperativa a safra foi bastante razoável. Apesar da queda na remuneração do produtor depois da alta dos insumos causada pela diferença do Real em relação do dólar, lembra.
Mesmo assim a Cocamar recebeu 340 mil toneladas de soja. Também na região de arenito, ele destaca os resultados da citricultura. Com a colheira encerrada em novembro a expectativa do setor é de movimentar R$ 15 milhões na região polarizada por Paranavaí. A citricultura emprega 2 mil pessoas, calcula.
Loureço destaca também a cafeicultura e a sericicultura, que pressionadas voltam como forma de diversificação das pequenas propriedades. O mais importante é que são duas culturas que utilizam muita mão-de-obra, quase sempre familiar, diz. No setor canavieiro, onde a Cocamar entrou há alguns anos, existe uma expectativa de recuperação de preços, depois de um período de crises. O ano foi importante também porque conseguimos formalizar um acordo da dívida da Cocamar junto ao Banco do Brasil, lembra o dirigente.





