Cocamar amplia soja em 20%
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quarta-feira, 10 de outubro de 2001
Marcos Zanatta<br> De Maringá 
Produtores da região de Maringá apostam na boa fase da soja para ampliar a área de plantio em pelo menos 20% na próxima safra. O principal crescimento deve ocorrer nos municípios onde predomina o arenito caiuá, através do programa de reforma de pastagens. ''Queremos alcançar pelo menos 250 mil hectares com soja nesta safra de verão. Cerca de 40 mil hectares na região de arenito'', afirmou na terça-feira o presidente da Cocamar, Luis Lourenço, durante encontro que reuniu mais de 800 cooperados.
O principal motivo para a ampliação da área, no momento, é a cotação da soja. Ontem a saca era comercializada a R$ 27,00 em Maringá, preço que apesar de historicamente não ser o melhor, agrada o produtor. ''Vou plantar toda área'', garantiu à Folha o produtor Osvaldo Volpato, que tem 30 hectares em Mandaguaçu. Ele acredita que o valor vai subir ainda mais, acompanhando o dólar. ''Nosso problema é o insumo, que sobe junto com o dólar'', lamenta.
Mesmo os agricultores que estão entrando agora na cultura se mostram animados. ''Vou plantar apenas 15 ha para reformar a pastagem, mas acho que vai compensar pelo preço'', afirma Alex Spanhol, que tem 90 ha em São Jorge do Patrocínio. Na terra mixta, ele confessa que levou prejuízo nas primeiras tentativas com a soja. Agora, mesmo com os insumos acompanhando a cotação do dólar, vê vantagem na cultura.
O que tem pressionado a cotação da soja, explica Luis Lourenço, é o crescimento da exportação do grão. Praticamente 40% da produção nacional foi para o exterior em forma de grãos, provocando o que o presidente da Cocamar chama de ''distorção'' no mercado interno. Com o preço compensando, a cooperativa está estimulando também uma melhora na produtividade. A média na área de abrangência da cooperativa é de 2.840 kg/ha.
Além dos encontros técnicos como os de terça-feira, a Cocamar defende a introdução da soja trangênica na região. ''Como 80% das propriedades dos cooperados tem menos de 50 ha, temos que criar opções'', defende Lourenço. Ele diz que com a soja trangênica, a região teria os dois tipos de grãos para comercializar.


