Cobrança de dívida provoca leilão de bens dos Atalla
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segunda-feira, 02 de junho de 2003
Jota Oliveira<br> Equipe da Folha 
A fazenda Vanguarda (441,57 hectares), localizada na Colônia Centenário, em Miraselva (61 km ao norte de Londrina) e 152,41 hectares da Fazenda São Judas Tadeu, em Florestópolis (73 km ao norte de Londrina) ambas pertencentes ao Grupo Atalla que também é dono da Usina Central do Paraná serão leiloadas hoje, às 15 horas, no Fórum de Porecatu. O leilão atende carta precatória da 25 Vara Cível da Comarca de São Paulo e tem como objetivo cobrir uma dívida de R$ 254.4l0.199,93 ao Banco Auxiliar S.A. Se na primeira praça os bens não forem arrematados, haverá uma segunda praça ''em datas e horários a serem designados.''
Segundo valores levantados pela Contadoria Judicial em 24 de abril deste ano, a Fazenda Vanguarda será leiloada por R$ 8.533.231,96 e os 152,41 hectares da fazenda São Judas Tadeu por R$ 11.333.570,74.
No edital publicado no último dia 26, constam como executados a Companhia Agrícola e Industrial São Jorge, a Central Paulista Açúcar e Álcool Ltda, Jorge Wolney Atalla e sua esposa, Marlene Leal de Souza Atalla, Jorge Edney Atalla e sua esposa, Esmeralda Aparecida Moreno Atalla, Jorge Rudney Atalla e sua esposa, Jacy Aparecida Maniero Atalla e Jorge Sidney Atalla e sua esposa, Nádia Letaif Atalla. O texto é assinado pelo juiz Luiz Carlos Boer, da Comarca de Porecatu.
O valor das benfeitorias e lavouras é calculado à parte da terra nua. Na avaliação judicial estão consideradas as benfeitorias como lavouras (cana-de-açúcar, que é transformada em açúcar e álcool na UCP, em Porecatu), edificações, carreadores e estradas.
Em Florestópolis, o preço da terra varia de R$ 20 mil (arenosa) a R$ 40 mil o alqueire ou, na média, R$ 18,6 mil o hectare, se a terra for ''roxa''. Nas transações imobiliárias rurais são considerados aspectos como tipo e uso da terra. Por exemplo, as terras arenosas são menos valiosas que as terras mistas e muito mais baratas em relação às roxas. Mesmo assim, uma fazenda mista no município de Florestópolis foi vendida, recentemente, pelo preço médio de R$ 11,57 mil o hectare ou R$ 28 mil o alqueire.
O valor varia conforme o padrão da terra e da cultura instalada nela. A cana-de-açúcar, por exemplo, desvaloriza a propriedade porque é acusada de exaurir o solo. Segundo a imobiliarista de Porecatu Ivone Bernardo, em Miraselva, onde existe mais pedra, o alqueire está sendo negociado entre R$ 15 mil e R$ 18 mil e o hectare vale de R$ 6 mil a R$ 7 mil. Em Florestópolis, a média chega a R$ 25 mil o alqueire ou R$ 10,3 mil o hectare.
A reportagem da Folha de Londrina procurou obter mais informações junto ao Grupo Atalla e Forum de Porecatu, mas nos dois casos não encontrou as pessoas responsáveis para comentar o assunto. (Colaborou Betânia Rodrigues)


