O diretor de Exploração e Perfuração da Coastal do Brasil – empresa que faz prospecção de gás natural na região Central do Paraná –, Mark Scarbrought, afirmou ontem desconhecer qualquer procedimento irregular que a empresa tenha adotado na bacia do município de Pitanga. ‘‘A Coastal acredita que não foi encontrado nada que qualificasse como descoberta no poço de Mato Rico 2’’, disse Scarbrought. A justificativa do diretor foi feita dois dias após a Agência Nacional de Petróleo (ANP) ter notificado a empresa norte-americana sob alegação de que ela não teria comunicado a descoberta de gás num dos poços perfurados.
Scarbrought se disse surpreso com a atitude da ANP. ‘‘A Coastal é uma empresa muito sólida que está presente em 20 países. Sempre cumprimos as regras e as leis exigidas’’, garantiu. Ele afirmou que a empresa vai apresentar seus argumentos à Agência reguladora nos próximos dias para que o assunto seja esclarecido. O prazo para recurso é de 15 dias.
Pela lei, as concessionárias que exploram gás e petróleo são obrigadas a tornar público e comunicar à ANP toda descoberta. O prazo máximo para isso é de 72 horas. Até ontem, a Coastal não havia recebido oficialmente a notificação da ANP. A Agência informou que a advertência já foi enviada e deve ser recebida a qualquer momento. Foi a primeira vez que a empresa norte-americana foi multada pela atuação no País.
A Coastal é uma das maiores empresas do setor no mundo. Ela recém se fundiu com a norte-americana El Paso Energy, que passou a controlar a empresa. No Paraná, a Coastal atua em consórcio com a Petrobras.
Se os argumentos apresentados convencerem a Anatel, ela poderá se livrar da multa que pode variar de R$ 10 mil a R$ 500 mil. Por enquanto, a empresa não foi multada. Ela apenas responde a um processo administrativo que é tocada pela diretoria da agência. (C.M.)

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