A Coamo é a segunda empresa que mais exportou este ano no Paraná. De janeiro a outubro, a cooperativa de Campo Mourão vendeu para o exterior o equivalente a US$ 245 milhões, ficando atrás somente da Volkswagem, que exportou pouco mais de US$ 600 milhões. O desempenho das exportações apurado junto à Secretaria de Comércio Exterior (Secex), revela que as vendas do Estado para outros países, no período, somaram US$ 4,5 bilhões.

As exportações da Coamo foram alavancadas pela venda do milho e do complexo soja (grãos, farelo e óleo) para a UE. A cooperativa foi a primeira a vislumbrar a possibilidade de exportar milho, um produto cuja oferta era abundante no período de safra e os preços ao produtor estavam depreciados. Os primeiros contratos foram feitos com a Espanha.

Para o economista Ocepar, Flávio Turra, o câmbio ajudou as exportações este ano. Ele atribui o resultado da Coamo às vantagens que a cooperativa tem em termos de infra-estrutura que facilita as exportações, como terminal próprio no porto e indústria moageira.

A intenção da cooperativa é manter o ritmo em 2002. Segundo Turra, a vantagem da exportação é que ela permite aumentar a produção sem o temor da queda de preço no período de safra. ''Quando a cooperativa retira a produção para outros mercados, abre novas opções de venda ao produtor'', afirma Turra.

Maior cooperativa do País, a Coamo movimenta 1,5 milhão de toneladas de soja, 15% da produção do Estado, que participa com 9,2% das exportações brasileiras.

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