Campo Mourão Maior cooperativa agrícola do País, a Coamo deixa de ser a sigla da Cooperativa Agropecuária Mourãoense Ltda. Assembléia geral realizada ontem mudou a razão social para Coamo Agroindustrial Cooperativa. Os cooperados também aprovaram investimentos de R$ 77 milhões que incluem a ampliação de indústrias e a implantação dos dois primeiros entrepostos no Mato Grosso do Sul.
''A Coamo é um nome forte e nacionalmente conhecido, não é mais uma cooperativa regional. E como temos várias indústrias, resolvemos vincular o nome ao setor agroindustrial'', explicou o presidente da cooperativa, José Aroldo Gallassini. Pelo novo Código Civil, a Coamo tinha até janeiro para retirar o ''limitada'' de sua razão social. Nos próximos dias, a Coamo também lancará sua nova logomarca.
Outra novidade é a entrada da cooperativa no Mato Grosso do Sul, com a construção de entrepostos em Amambai e Caarapó, distantes 350 quilômetros da sede. Atualmente a Coamo mantém entrepostos no Paraná e Norte de Santa Catarina. O mais distante fica a 500 quilômetros. ''Estamos indo atrás de algumas coisas. A primeira delas é a expansão, principalmente para atender nossas exportações à Europa'', ressaltou Gallassini.
A chegada a Mato Grosso do Sul também atende pedidos de cooperados que têm propriedades naquela região e visa melhorar o grau de proteína da soja recebida pela Coamo. ''A soja de lá tem mais proteínas do que a do Paraná'', explicou Gallassini. O entreposto de Amambai deve ser iniciado de imediato. Já as obras em Caarapó estão previstas para janeiro do ano que vem.
O investimento em novos entrepostos também inclui a construção de estrutura de recebimento e armazenagem em Faxinal e Marilândia do Sul, no Norte do Estado. Juntos, os quatro entrepostos vão custar R$ 27 milhões. Outros R$ 40 milhões serão destinados para ampliações das capacidades de recebimento, expedição, benefício, secagem e armazenamento de produtos agrícolas e modernização de entrepostos.
Os R$ 10 milhões restantes serão investidos pela cooperativa nas indústrias de margarina, óleo refinado e fiação de algodão. ''Esse dinheiro é para o complemento do que já foi iniciado. As ampliações já estão em andamento e haverá uma maior modernização'', ressaltou Gallassini. No ano passado, a Coamo já havia aprovado R$ 66,3 milhões em investimentos e anunciado a duplicação da capacidade da indústria de margarina.

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