A Coamo Agroindustrial Cooperativa anunciou ontem que investirá cerca de R$ 1 bilhão nos próximos quatro anos. O grosso dos recursos será aplicado na construção de duas unidades industriais no Mato Grosso do Sul, mas ao menos R$ 154 milhões serão usados na modernização de infraestrutura do grupo no Porto de Paranaguá, além da construção de 25 entrepostos nos três estados do Sul e da renovação de frota com 240 caminhões, máquinas e outros veículos.
Em Assembleia Geral Extraordinária, em Campo Mourão, os associados aprovaram o pacote. O diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, afirma que os investimentos darão suporte para que a cooperativa cresça uma média de 20% ao ano no período. "Pedimos autorização para investir em uma época de crise, mas como são quatro anos para aplicação de recursos e até 15 anos para pagar, com três anos de carência dependendo da linha de crédito, não teremos problemas", diz, ao lembrar que a companhia está capitalizada.
Como a agroindústria sofre menos com a crise e ganha com as exportações, a Coamo pretende construir uma unidade industrial de processamento de soja, com capacidade para 3 mil toneladas ao dia, e uma refinaria de óleo de soja com capacidade para 720 toneladas ao dia, em Dourados (MS). A escolha do local também se deve ao fato de Campo Mourão e Paranaguá já possuírem duas unidades industriais que atendem o Estado. "Estamos crescendo naquela região e tivemos incentivos fiscais, então será uma estrutura para atender a fabricação de óleo bruto e de farelo, no qual estamos no limite de processamento para exportação", conta Gallassini. O gasto está estimado em R$ 534 milhões.
Serão criados 240 postos de trabalho nas indústrias e outros 180 nos entrepostos da região Sul, além dos temporários para safra. O presidente também destacou a possibilidade de elevar a renda do cooperado e de aumentar a participação nos mercados nacional e internacional.

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