Coamo inaugura hoje sua indústria de margarina
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terça-feira, 28 de novembro de 2000
Sid Sauer De Campo Mourão 
A inauguração de uma fábrica de margarina, hoje, às 17 horas, é a principal programação de aniversário da Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo), que está completando 30 anos. É a sétima indústria da cooperativa, às margens da BR-487, na saída para Guarapuava.
Temos os equipamentos mais modernos e esperamos ter a melhor margarina do mercado, disse o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini. Os equipamentos vieram da Alemanha e da Dinamarca e, segundo a cooperativa, são ainda inéditos no País. O envase da margarina, por exemplo, será totalmente automatizado - a própria máquina fabrica o pote, coloca o rótulo, envasa o produto, aplica um selo inviolável, produz a tampa e fecha a embalagem.
A nova indústria custou R$ 15 milhões e vai gerar 40 empregos direitos. Ela tem uma capacidade de produzir 100 toneladas por dia de margarina e gordura vegetal. São fabricados por dia o equivalente a 120 mil potes de 500 gramas de margarina. As 40 t de gordura vegetal que serão produzidas diariamente pela indústria vão abastecer o mercado interno. A gordura vegetal é usada para fabricação de biscoitos, chocolates e sorvetes, entre outros.
A festa pelo 30º aniversário da maior cooperativa agrícola do País também vai contar com o lançamento de um selo comemorativo dos Correios e a inauguração, às 9 horas, de um monumento em homenagem aos fundadores da Coamo, em frente à sede da empresa. O selo dos Correios será utilizado em todas as correspondências que saírem de Campo Mourão nos próximos 15 dias.
História A Coamo foi fundada no dia 28 de novembro de 1970 por 79 agropecuaristas de Campo Mourão (hoje são 17 mil). O primeiro presidente foi o madeireiro Fioravante João Ferri, que ficou no cargo até 1974, quando morreu. Ele foi substituído pelo agrônomo Gallassini, que era o gerente-geral desde a fundação da cooperativa. Gallassini está na presidência até hoje.
Em 1972, o recebimento da produção era de 25 caminhões por dia. Hoje, são mais de 10 mil entregas diárias na safra, lembra Gallassini.
Destilaria será fechada A destilaria de álcool da Coamo deverá ser desativada após a safra do ano que vem. A informação foi confirmada ontem pelo presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini. O setor enfrenta muitos problemas e o faturamento da destilaria representa apenas 0,5% do faturamento total da cooperativa, frisou. Ele ressaltou, no entanto, que a decisão ainda pode ser mudada.


