Campo Mourão A Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo) fechou 2002 com sobras líquidas de R$ 170,54 milhões, um volume 77,2% maior do que no ano anterior. A receita global da cooperativa atingiu R$ 2,27 bilhões, com um crescimento de 41,9% em relação a 2001. Os números foram apresentados ontem à tarde, na Assembléia Geral Ordinária que aprovou o balanço do exercício.
''Podemos considerar 2002 como o melhor ano da história da Coamo'', disse o presidente da cooperativa, José Aroldo Gallassini. ''Independente das crises mundiais dos últimos anos, o desempenho econômico-financeiro da Coamo tem sido positivo, refletindo o acerto na condução de sua administração''. Parte das sobras será distribuída aos cooperados a partir de segunda-feira. Outra parte já foi adiantada em dezembro.
Segundo o relatório apresentado aos coopeerados, o ativo total da Coamo cresceu 35,4%, atingindo o montante de R$ 1,29 bilhão. A cooperativa encerrou o ano com um patrimônio líquido de R$ 589,39 milhões, representando um crescimento de 25,1% em relação a 2001. O índice de liquidez geral ficou em 1,58 e o grau de endividamento em 48,8%, o qual, se confrontado o valor dos empréstimos com o valor disponível em bancos, cai para 31,3%.
Para chegar a esses números, a Coamo recebeu no ano passado 3,17 milhões de toneladas de produtos, incluindo 4,6% da produção da soja brasileira (20,4% da produção paranaense) e 2,7% da produção nacional de milho (10,3% da produção do Estado). As exportações também cresceram e chegaram a 1,86 milhão de toneladas (US$ 315,4 milhões). O crescimento foi de 15,9% em relação a 2001, com o embarque de 252 navios.
A Coamo esmagou 1,22 milhão de toneladas de soja em 2002, volume 21,2% maior do que em 2001. A produção de alimentos industrializados gerou um faturamento de R$ 180,26 milhões, com um crescimento de 76,4%. O relatório revela ainda que a Coamo investiu R$ 40,83 milhões na modernização de sua estrutura durante o ano passado e recolheu R$ 112,69 milhões em impostos (32,2% a mais que em 2001).