A espera de uma supersafra de milho, a Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo), de Campo Mourão, está exportando 100 mil toneladas do produto para a Espanha. Um dos objetivos da exportação é garantir que os armazéns da cooperativa sejam suficientes para receber a próxima safra, que promete ser bem maior do que a dos últimos anos. O primeiro navio com milho da Coamo rumo a Espanha saiu em novembro. O próximo sai na semana que vem.
O superintendente comercial da Coamo, Roberto Petrauskas, diz que a cooperativa vem tomando providências para que a nova safra de milho não fique sem armazenagem. ‘‘O produtor não vai deixar de entregar o produto por falta de armazém’’, garantiu. Além da exportação, ele afirmou que a Coamo acelerou as vendas no mercado interno e já preparou um programa de remoção do milho de acordo com o espaço disponível em cada região de sua área de atuação.
Petrauskas lembra também que a Coamo fez um investimento alto nos últimos anos na ampliação e modernização de sua estrutura de recebimento da produção e, por isso, a cooperativa está preparada para a expectativa de uma supersafra este ano. Com uma estrutura que inclui entrepostos em 40 municípios do Paraná e de Santa Catarina, a Coamo tem uma capacidade total de armazenagem de 2,38 milhões de toneladas.
Preços Segundo Petrauskas, o mercado do milho parou a partir de outubro do ano passado e os preços do produto caíram rapidamente. ‘‘A demanda para o milho diminuiu’’, explicou. Hoje a saca está sendo comercializada a R$ 7,80 para o produtor, bem abaixo dos R$ 9,00 ou R$ 10,00 que o superintendente da Coamo considera como ‘‘preço bom’’ para que se possa cobrir os custos de produção. ‘‘Estamos bastante preocupados com isso’’, disse.

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