Campo Mourão - A Cooperativa Agropecuária Mourõense (Coamo), de Campo Mourão, que comemora hoje 32 anos de fundação, deve fechar o ano com faturamento total de R$ 2 bilhões, o que representa aumento de 25% em relação à receita de 2001, segundo o presidente da empresa, José Aroldo Gallassini.
''2002 foi o melhor ano da nossa história e no aniversário da Coamo, nossos cooperados têm o que comemorar'', disse Gallassini. Segundo ele, os resultados do ano foram muito bons e os associados se capitalizaram bastante. Mostra disso está na antecipação das sobras, que será liberada no próximo dia 10. Serão R$ 15 milhões distribuídos aos 17 mil cooperados, valor 54% maior que a antecipação do ano passado.
As receitas em alta decorrem do aumento da produção, o maior volume de produtos entregues à cooperativa e à valorização do dólar. ''Ninguém poderia imaginar que o preço da soja na safra, de R$ 19,50, pudesse chegar a R$ 45,00 a saca'', conta Gallassini. De acordo com ele, a seca americana também contribuiu, fazendo com que houvesse um aumento em dólar da saca de soja nos Estados Unidos.
Gallassini também está otimista para 2003. ''O clima está ajudando e as perspectivas para a próxima safra são boas tanto para a produção como para os preços'', ressalta o presidente da Coamo. Nem a troca de governo preocupa. ''Acredito que o novo presidente entre com os pés no chão e continue com a política agrícola de liberação de recursos para a agricultura''. Para o presidente da Coamo, só se isso não ocorrer haverá um grande impacto no setor.
Para os associados da Coamo, 2003 terá um volume recorde de recursos liberados. Além dos R$ 15 milhões da antecipação das sobras em dezembro, para janeiro serão liberados mais R$ 9 milhões do capital social a 2,3 mil cooperados com mais de 65 anos de idade. Em fevereiro, a Coamo distribuirá o restante das sobras. O valor só será definido após o fechamento do exercício. Mas deverá ser superior aos R$ 15 milhões da primeira parcela.
Investimntos - Os novos investimentos da Coamo já estão definidos e totalizam R$ 66,3 milhões na ampliação de indústrias e modernização da estrutura operacional. São R$ 26,8 milhões para a duplicação da indústria de óleo de soja, R$ 13,4 milhões para a ampliação das fábricas de margarina, refinaria de óleo e fiação de algodão, além de R$ 26,1 milhões na modernização de 25 entrepostos e na construção de outros seis postos de recebimento.

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