Coamo deve aumentar exportação em 10%
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sábado, 20 de abril de 2002
Sílvio Oricolli Reportagem Local 
Maior cooperativa de produção agropecuária da América Latina, com expectativa de repetir os números do ano passado, quando faturou R$ 1,6 bilhão, a Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo), de Campo Mourão, no Centro-Oeste paranaense, deve elevar as exportações em 10%, mesmo excluindo o milho, que, neste ano deverá ser destinado ao mercado interno, devido à escassez do cereal, segundo José Aroldo Gallassini, presidente da empresa. O principal destino dos produtos da Coamo, especialmente grão e derivados de soja, é a Europa que, em 2001, absorveu 58,78% do 1,79 milhão de toneladas exportado, seguido do Oriente Médio, com 35,52%. As vendas externas participaram com 17% na composição da receita bruta da cooperativa, que teve lucro (sobras) líquido de R$ 96,2 milhões.
Gallassini explica que a projeção de faturamento equivalente ao do exercício passado é por causa do câmbio que deve ficar em níveis mais baixos do que em 2001, quando o dólar estava mais valorizado. Mas com o aumento do volume da oleaginosa a ser exportado, ele acredita que será possível compensar a diferença. Também prevê que neste ano a Coamo não irá exportar milho, porque a safra normal foi menor, já que os agricultores optaram pelo plantio da soja, preferindo cultivar o cereal na safrinha. Mas como o tempo não tem sido favorável à cultura, que deve registrar quebra, Gallassini acha que o País terá de importar milho para atender a demanda interna. No ano passado, a cooperativa exportou 1,2 milhão de toneladas deste produto.
Disse ainda que a cooperativa tem procurado agregar valor às commodities agrícolas, especialmente na soja, devido à qualidade. Por enquanto, segundo ele, a rastreabilidade da oleaginosa, sistema adotado já há três anos pela empresa, acrescenta muito pouco. Um outro diferencial é a venda para a entrega do produto no destino. Um serviço a mais que prestamos ao cliente, adianta. A expectativa é quanto à definição da questão da transgenia, quando o mercado deverá pagar um diferencial pelo produto tradicional. A rastreabilidade será um instrumento importantíssimo aí, porque podemos comprovar a origem do produto, desde a geração da semente até o embarque do produto pelo nosso teminal, adianta Gallassini.
Enquanto isso não se consolida, a Coamo continua colhendo destaques por sua atuação no mercado externo. Por exemplo, no ranking da Revista Expressão, envolvendo as 200 maiores empresas exportadoras do Sul do País, que toma por base dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ela figura como a segunda melhor empresa paranaense, atrás da Volkswagen. E pelo desempenho do ano passado, considerado o melhor de sua história, a Coamo recebeu na última quinta-feira, em Florianópolis (SC), o prêmio de Maior Exportadora do Sul do Brasil, no segmento cooperativas, sob o patrocínio da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) e Editora Expressão


