Coamo bate recorde histórico e atinge R$ 10,6 bi de faturamento
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sábado, 13 de fevereiro de 2016
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
O excelente volume produtivo de grãos do País na última safra associado às exportações aquecidas justificadas pela alta do dólar - foi peça chave para que a Coamo Agroindustrial Cooperativa atingisse o maior faturamento de sua história no ano passado. Ontem, durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada em Campo Mourão (Noroeste), o relatório da gestão e as demonstrações contábeis foram aprovados com o valor de dois dígitos pela primeira vez: R$ 10,66 bilhões, uma alta de 22,8% comparada aos R$ 8,68 bilhões de 2014. Com isso, as sobras chegaram a R$ 318 milhões e começam a ser distribuídas a partir de segunda-feira aos 28 mil cooperados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
O desempenho da Coamo em 2015 apresenta ativo total de R$ 8,19 bilhões e patrimônio líquido de R$ 3,66 bilhões, representando um crescimento de 17% e 16,4%, respectivamente. Entre os fatores que puxaram tais números expressivos estão o funcionamento de um moinho de trigo na planta industrial de Campo Mourão processando 500 toneladas por dia - e a venda de um milhão de sacas de milho para a Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
INSUMOS
O presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, relatou que graças aos cooperados o recebimento atingiu a marca de sete milhões de toneladas em produtos agrícolas, o que representa um recorde para a cooperativa. A produção foi entregue em 112 unidades de recebimento. "Outro valor importante é que comercializamos R$ 3,3 bilhões em insumos, como fertilizantes, herbicidas, entre outros. Viemos crescendo ao longo dos anos com os pés no chão, bem capitalizados, até atingirmos estes excelentes números do ano passado".
Galassini não tem dúvidas de que a alta do dólar foi essencial para que os produtores não segurassem os produtos e comercializassem o mais rápido possível para aproveitar o cenário favorável. Ele disse que enquanto as commodities caíram em torno de 10% na Bolsa de Chicago, o dólar disparou 49%, deixando um saldo favorável para as negociações, principalmente para o mercado externo. Foram 3,49 milhões de toneladas, atingindo a marca de US$ 1,17 bilhão. "Com o dólar a R$ 4, foi o momento para exportar. Poderia ter sido um montante ainda maior, mas alguns barcos ficaram para sair agora em 2016, devido às chuvas. Mas estamos bem satisfeitos", salientou. Com esta performance, a Coamo se tornou a 27ª maior empresa exportadora do País e a 1ª do Estado, de acordo com a Agência Marítima Cargonave, sendo a que mais embarcou produtos pelo Porto de Paranaguá.


