Cerca de mil cooperados participaram, semana passada em Campo Mourão, da 36 Assembléia Geral Ordinária da Coamo Agroindustrial Cooperativa. Na oportunidade, eles aprovaram as contas do exercício de 2005 da Coamo que totalizaram receitas globais de R$ 2,93 bilhões e sobras no montante de R$ 202,21 milhões. As sobras, para satisfação dos produtores associados à Coamo, começaram a ser distribuídas ontem ao quadro social nos entrepostos da cooperativa nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, na proporção da movimentação de cada cooperado no abastecimento de insumos e na entrega da produção.
Para a diretoria da cooperativa o resultado da Coamo merece ser comemorado pelo quadro social, tendo em vista as grandes dificuldades que o setor e os produtores enfrentaram em 2005, motivados por diversos fatores, responsáveis por um dos piores anos já vividos pela agricultura brasileira.
''O ano de 2005 foi muito difícil, tivemos a continuidade da pressão inflacionária, que fez com que o governo mantivesse a política de elevação da taxa básica de juros; a valorização da moeda brasileira; e ainda a estiagem ocorrida no mês de fevereiro, que provocou uma das maiores frustrações dos últimos anos, aliada ao custo de produção elevado e à redução dos preços das commodities agrícolas no mercado mundial, o que resultou na maior queda de receita do setor agropecuário'', avalia o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, afirmando que novamente o setor agropecuário foi a âncora verde da economia brasileira no ano passado.
Números - O ativo total da Coamo atingiu o montante de R$ 2,12 bilhões e o ano foi encerrado com um patrimônio líquido de R$ 1,12 bilhão, representando um crescimento de 12,7% em relação ao ano de 2004. O índice de liquidez corrente ficou em 2,26 e o índice de liquidez geral em 1,80. A margem de garantia está em 217,1% e o grau de endividamento em 46,1%, o qual reduz para 22,8%, se forem deduzidos do valor dos empréstimos os valores disponíveis em instituições financeiras.
''O desempenho obtido pela Coamo em 2005 ratifica os sólidos alicerces em que são geradas as operações da cooperativa, que são construídos anualmente com base nas ações firmes da diretoria, na participação ativa dos associados e na postura do quadro de funcionários que conjuntamente objetivam a evolução constante da Coamo'', explica Gallassini.
''As ações firmes da diretoria, aliada a participação ativa dos associados e a postura do quadro de funcionários, tem permitido a capitalização da cooperativa com a geração de condições essenciais para que, principalmente num ano como esse, a Coamo pudesse atender as necessidades dos associados sem afetar a continuidade de suas atividades'', assegura.

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