Coamo anuncia lançamento de duas novas margarinas
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sexta-feira, 10 de agosto de 2001
Sid Sauer<BR>De Campo Mourão 
A Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo), de Campo Mourão, vai lançar dentro de 60 dias dois novos tipos de margarina uma light e outra com preço mais popular. A informação foi dada anteontem à noite pelo presidente da cooperativa, José Aroldo Gallassini, durante uma reunião com cerca de 100 cooperados de Campo Mourão. Foi a última de uma série de 34 reuniões que Gallassini fez com agricultores de todas as região de ação da Coamo.
Segundo o presidente, o mercado da margarina Coamo vem ''crescendo rapidamente''. ''Atingiremos a capacidade total de produção da indústria dentro de seis meses'', previu. A fábrica foi inaugurada em novembro do ano passado com capacidade para produzir 100 toneladas por dia de margarina e gordura vegetal. Gallassini disse que a margarina está à venda nas principais redes de supermercados e que existe uma negociação com o grupo Carrefour.
Na reunião com os cooperados, o presidente da Coamo confirmou a desatativação da destilaria de álcool após o encerramento da colheita deste ano, em novembro. As áreas mantidas pela cooperativa para o plantio de cana-de-açúcar já estão sendo vendidas. O mesmo vai acontecer com tratores e caminhões e com os equipamentos da indústria. ''Vamos ficar apenas com a produção de energia'', explicou Gallassini, se referindo ao bagaço de cana.
De acordo com o presidente da cooperativa, os preços do setor até que melhoraram em relação ao ano passado, mas ainda não viabilizaram a indústria. ''Ela representa apenas 0,5% do faturamento da Coamo'', disse Gallassini. Ele lembrou que ainda existe dificuldade na constratação de mão-de-obra e que a região está no ''limite do clima'' para a produção de cana. A destilaria produz cerca de 250 mil litros de álcool por dia.
Gallassini explicou também que um dos três turnos da fiação de algodão da Coamo foi suspenso porque estava havendo excesso de produção. ''O turno será reativado assim que o mercado voltar ao normal'', garantiu. Nas 34 reuniões, Gallassini conversou com cerca de 6 mil cooperados. Ele levou informações sobre as principais tendências de mercado para as culturas de café, trigo, algodão, milho e soja. ''Agora a decisão é de cada um'', frisou.


