Coamo antecipa sobras de R$ 4 mi a associados
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quarta-feira, 09 de dezembro de 1998
Sid Sauer 
A Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo), de Campo Mourão , começa a distribuir na próxima terça-feira R$ 4 milhões em sobras para grande parte dos seus 18 mil associados. O anúncio foi feito ontem pelo presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, e segue uma tradição de vários anos.
A maior parte das sobras - o lucro que a cooperativa obtém durante o ano - será distribuída durante a assembléia que deve ser realizada no primeiro trimestre do ano que vem, mas a Coamo faz uma antecipação de fim de ano.
A antecipação das sobras é uma espécie de 13º salário que os cooperados da Coamo têm por trabalharem com a cooperativa, explica Gallassini.
As cooperativas devolvem as sobras resultantes das atividades realizadas durante o ano aos seus associados. Vão receber a antecipação todos os cooperados que entregaram durante o ano soja, milho e trigo à Coamo.
Cada produtor recebe proporcionalmente à produção entregue à cooperativa. O associado da Coamo tem o privilégio de poucos produtores brasileiros, frisa Gallassini. Além de contar com os serviços e a estrutura da cooperativa durante todo o ano, desde a orientação para o plantio até a comercialização, ele ainda recebe as sobras.
Gallassini diz que, apesar das dificuldades econômicas do País, a Coamo deverá repetir este ano o sucesso do ano passado, quando o faturamento da cooperativa passou de R$ 1 bilhão. A boa situação da empresa motiva novos investimentos. Estão em construção, por exemplo, dois novos entrepostos - um em Pitanga e outro em Mangueirinha. Em Paranaguá, começaram esta semana as obras de ampliação do terminal portuário.
O principal objetivo das melhorias nos entrepostos e nas indústrias é facilitar a vida dos associados e agregar maior valor a sua produção, explica Gallassini.
A nossa maior preocupação é aumentar a renda do associado, além da melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados no dia-a-dia da Coamo. No setor industrial, a cooperativa está investindo na compra dos equipamentos para a futura indústria de margarina.


