Coamo antecipa divisão de R$ 22,5 mi entre cooperados
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2004
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
A Coamo Agoindustrial Cooperativa, com sede em Campo Mourão, vai antecipar parte das sobras de 2004 aos seus associados, a partir do dia 14 de dezembro. Serão distribuídos R$ 22,5 milhões, aproximadamente 30% do total das sobras deste ano. O volume antecipado pela Coamo é 20% maior que o repassado em 2003, segundo informou o presidente da cooperativa, José Aroldo Gallassini.
O pagamento será feito simultaneamente em todos os entrepostos da cooperativa, que estão espalhados por 51 municípios dos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. O restante do montante das sobras do exercício de 2004 deverá ser entregue em fevereiro, quando a entidade divulgar o balanço anual. A verba, conforme Gallasssini, correponde à movimentação dos produtores na entrega da produção de milho, soja e trigo comercializados durante o ano, além de parte dos insumos adquiridos pelos cooperados.
Há 34 anos, desde que foi fundada, a cooperativa distribui as sobras perto da época do Natal. ''É como um 13º salário'', assinalou o presidente da entidade. ''Esse ano a sobra aumentou porque o nosso faturamento foi 25% maior que 2003, graças ao bom rendimento da soja no primeiro semestre'', acrescentou. Em 2003, a Coamo teve um fatuamento de R$ 3,3 bilhões. Esse ano deve fechar com um movimento de mais de R$ 4 bilhões.
Até junho, de acordo com Gallassini, a soja esteve muito valorizada e o preço máximo ao produtor chegou a R$ 52,50 a saca de 60 quilos. O preço mais baixo ficou em R$ 28,50. Já no segundo semestre, o desempenho não foi bom, em função da queda nos preços internacionais. Segundo ele, as expetativas para 2005 não são as melhores. ''2005 será mais problemático, os preços caíram muito e os custos com insumos aumentaram. O dólar também caiu e isso deve afetar o faturamento e e as margens do resultado'', previu.
Para se prevenir de uma possível crise do mercado, o produtor de soja e criador de suínos, Neori José Dal Molin, vai tentar guardar uma parte do dinheiro que receberá da cooperativa. ''Não sei ainda qual será o meu montante nas sobras, mas pretendo pagar o 13º dos funcionários, quitar algumas dívidas e guardar o restante'', adiantou. Molin disse que deve receber em torno de 15% a mais que 2003, mas ele não revelou o valor.


