A co-geração de energia que pode ser obtida a partir do uso do gás poderá reduzir de forma significativa os custos com energia para as empresas. Com esse sistema, as empresas que usam gás para movimentar as caldeiras e energia elétrica poderão usar um só combustível, pagando uma única tarifa. No Paraná, a Corn Products, empresa multinacinal da área de milho instalada em Balsa Nova, Região Metropolitana de Curitiba, poderá ser uma das primeiras empresas a firmar o protocolo de intenção com o Ministério das Minas e Energia para instalar os equipamentos para co-geração de energia.
A redução no custo depende do investimento de cada empresa na instalação dos equipamentos que corresponde a uma mini usina termelétrica de geração de energia. Para esclarecer esse assunto aos empresários, a Companhia Paranaense de Gás (Compagás) realizou ontem um seminário em Curitiba. A Compagás identificou a disponibilidade de aproximadamente 200 empresas paranaenses que podem ser clientes potenciais no processo de co-geração. Além das empresas de grande porte, a co-geração será aberta também para empresas comerciais como shopping centers e grandes academias de esportes, que utilizam caldeiras e energia elétrica.
No seminário, os empresários puderam tirar dúvidas sobre a co-geração de energia, proveniente da queima do próprio gás natural. Trata-se de um sistema que utiliza o calor normalmente dissipado durante a geração de energia. O resultado da queima do gás para movimentar as caldeiras pode ser usado para gerar outras formas de energia. A tecnologia vem sendo usada no País desde 1996.
Para o empresário Marcílio Reinaux Júnior, da empresa Koblitz, especializada em instalar as plantas para co-geração de energia, o resultado energético é menos poluente ainda que o gás natural, que já é considerado um combustível pouco poluente. Isso porque na co-geração a queima do gás chega a 90%, aumentando sua eficiência.
O investimento na planta para co-geração está avaliado em R$ 1,1 mil por megawatt instalado, se a tecnologia for de turbina a vapor. Uma empresa do porte da Corn Belt que demanda uma energia de 10 mil megawatts, o investimento será de R$ 11 milhões, disse Antonio Fernando Krempel, presidente da Compagás. Nas turbinas a gás, o investimento sobre para R$ 1,5 mil o megawatt.
Krempel estima que a maior parte das indústrias do Paraná que podem utilizar o sistema de co-geração devem consumir em torno de 10 megwatts. No setor comercial, um shopping center do porte do Muller consumiria o equivalente a três megawatts. A adesão a esse sistema por parte de empresas que consomem até 5 megawatts precisa de registro de cooperação na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Entre 5 e 30 megawatts, a empresa precisa de autorização da Aneel. Acima de 30 megawatts, a empresa precisa se submeter a licitação pública.

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