CNTA quer encerrar movimento, mas admite dificuldades para convencer caminhoneiros
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terça-feira, 29 de maio de 2018
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 

A CNTA (Confederação Nacional do Transportadores Autônomo) já pede, nesta quarta-feira (29), o encerramento da paralisação dos motoristas de carga. Em nota oficial, a entidade alerta que "grupos estranhos ao movimento da categoria se infiltraram na paralisação com outros objetivos", diferentes dos objetivos iniciais dos caminhoneiros.
Na nota, a confederação afirma que, mantida a paralisação, todas as conquistas, "como a boa imagem da categoria perante a população e as reivindicações atendidas correm o risco de se perder", mas diz que caminhoneiros estão sendo forçados e ameaçados a permanecerem parados onde estão.
O posicionamento foi referendado na tarde desta terça, em Curitiba, pelo presidente da CNTA, Diumar Bueno, em reunião com o governo estadual e com a PRF (Polícia Rodoviária Federal). "Nós estamos nos posicionando como entidade sindical responsável com as conquistas da categoria, responsável com a população de um modo geral e que não coloque em risco os próprios caminhoneiros que estão lá, pensando no coletivo, e não de forma individual."
Por outro lado, Bueno admite que, do mesmo jeito que o movimento cresceu de forma desordenada, com ações combinadas pelas redes sociais, não há uma autoridade que consiga encerrar por si só. "Não existe este 'deus' que vai baixar e dizer 'vai todo mundo embora'. Vai depender da sensibilidade de cada um, do mesmo jeito que foi para instaurar cada ponto [de bloqueio", afirma o presidente.
(Colaborou Magaléa Mazziotti)


