CNPq divulga em Londrina apoio à inovação tecnológica
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quinta-feira, 03 de julho de 2003
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
Numa palestra dirigida a empresários e pesquisadores, o Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) divulgou ontem, em Londrina, o Programa de Desenvolvimento de Recursos Humanos para Atividades Estratégicas em Apoio à Inovação Tecnológica (Rhae-Inovação). Trata-se de um financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia para empresas que tenham alguma dificuldade no setor de recursos humanos e queiram melhorar sua competitividade no mercado.
Segundo o coordenador do Programa Celso Deusdeti Costa, o Ministério da Ciência e Tecnologia empresta até R$ 100 mil ao setor privado e R$ 300 mil a entidades setoriais, que representam interesses de um determinado grupo. Em ambos os casos, o projeto contratado pelo CNPq dura dois anos e a avaliação do desempenho é feita a cada seis meses. ''Se, porventura, ficar constatado que houve desvio de finalidade, o responsável terá que devolver o dinheiro acrescido de correção'', explicou.
O dinheiro deste Programa deve ser aplicado exclusivamente na contratação de pessoas que ajudarão a desenvolver o projeto do contratante em troca de uma bolsa. No caso de estudantes, esse auxílio será de, no mínimo, R$ 250,00 e para profissionais entre R$ 868,00 e R$ 3,2 mil. Esse dinheiro é proveniente do Fundo Verde-Amarelo que é mantido por empresas interessadas no desenvolvimento científico e tecnológico e gerenciado pelo governo.
Para Costa, a chave do sucesso no Rhae-Inovação é agregar competência o que, em outras palavras, que dizer unir o conhecimento, a experiência e a competência de profissionais na busca da liderança comercial. ''A tecnologia é hoje um instrumento importante na competitividade entre concorrentes'', disse.
O Rhae-Inovação foi criado em 1987 mas, por falta de verba e desvio na filosofia original, foi interrompido e relançado em julho do ano passado. Desde então, cerca de 100 projetos foram aprovados e R$ 13 milhões investidos em todo Brasil. Em Londrina, duas em
presas conseguiram um financiamento de R$ 50 mil cada: uma de instrumentação médica e outra de desenvolvimento de software. A primeira avaliação do grupo deve ocorrer ainda este mês.


