CNPC admite 'análise de risco' para gado do MS
Eduardo Magossi
Agência Estado
O ex-secretário de Defesa Agropecuária e representate do Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), Ênio Marques, disse ontem, durante reunião de representantes do setor pecuário, na Assembléia Legislativa de São Paulo, que o processo de análise de risco para controle do fluxo de bovinos entre as áreas livres de aftosa e as zonas tampão não fere nenhuma regra do Escritório Internacional de Epizootias (OIE).
Segundo ele, a análise de risco pode ser utilizada e desta forma aumentar o fluxo de animais entre, particularmente, Mato Grosso do Sul (zona tampão) e São Paulo, sem atrapalhar o processo de obtenção do certificado de área livre de aftosa da OIE pelo Circuito Pecuário Centro-Oeste.
Segundo Edvar Vilela de Queiroz, presidente do Sindicato da Indústria de Frios e proprietário do frigorífico Minerva, e também presente à reunião, a medida que está em vigor desde o início de janeiro e que limita a entrada de bois do MS em São Paulo está penalizando muito o setor e a análise de risco poderia evitar. A medida está levando os frigoríficos paulistas à ruína, reclamou.
O presidente do Fundepec, Pedro de Camargo Neto, disse que os atuais desequilíbrios sócio-econômicos provocados pelo fechamento das fronteiras entre MS e SP haviam sido elucidados por ele no início do ano mas prevaleceu, no setor, a vontade de se criar as barreiras sanitárias para a obtenção do certificado da OIE.





