Brasília - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estimou, ontem, que a oferta interna deve crescer em ritmo cada vez mais intenso, diminuindo a diferença que existe hoje em relação à expansão do consumo. Por isso, o setor industrial não vê motivos para que a taxa básica de juros seja elevada na próxima reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), nos dias 15 e 16 de abril, para conter aumentos de preços em função de um possível choque de demanda. O economista chefe da CNI, Flávio Castelo Branco, afirmou que a alta dos juros poderia ''amortecer'' o crescimento econômico e afetar os investimentos, já que haveria uma reversão das expectativas no setor empresarial. Os indicadores industriais de fevereiro, divulgados hoje pela entidade, mostram que a utilização da capacidade instalada caiu e voltou a patamares de outubro, com 82,9% descontando os efeitos sazonais do mês. Em janeiro era de 83,1%, mas atingiu o maior índice da série histórica em novembro, com 83,3%.

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