O comportamento da indústria, que em abril havia demonstrado sinais de melhoria tanto em vendas quanto em emprego, voltou a ser negativo em maio. Segundo os Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgados ontem, as vendas do parque fabril brasileiro caíram 3,17% em relação a abril, na comparação dessazonalizada, isto é, excluídos os fatos que tradicionalmente afetam cada mês e distorcem os resultados. Foi o primeiro recuo no faturamento da atividade industrial observado este ano.
De acordo com os economistas da CNI, a reação negativa mostra que está sendo difícil manter a produção em trajetória de expansão, em um ambiente de consumo privado estagnado. Para eles, os investimentos em infra-estrutura e o aumento das exportações parecem ser insuficientes para compensar o baixo consumo global no País. Na série sem ajuste sazonal, as vendas cresceram 1,93% em maio, em confronto com o mês precedente.
O nível de emprego na indústria, que em abril havia exibido uma alta pela primeira vez desde setembro, em maio caiu novamente, ao apresentar redução de 0,43% ante o mês anterior, na série dessazonalida. Sem ajuste, a série variou -0,14%.
Conforme os economistas da CNI, a queda no índice dessazonalizado deixa claro que persiste a tendência de desaquecimento no mercado de trabalho industrial - o bom desempenho de abril nesta área teria sido apenas um sopro positivo. Ante maio do ano passado, a perda no nível de emprego chegou a 5,98%. No ano, a redução de postos de trabalho ficou acumulada em 6,35%.

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