CNI quer Brasil liderando a integração do Mercosul
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sexta-feira, 20 de abril de 2001
Agência Estado De Brasília 
A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) defende que o Brasil assuma a liderança do projeto de integração aduaneira, resista às pressões da Argentina e adote estratégias para levar o bloco adiante. As várias crises do Mercosul, baseadas em controvérsias comerciais geradas pela competição de setores, foi substituída, nas últimas semanas, por uma dimensão mais profunda. A Argentina e algumas vozes no Uruguai passaram a defender que o Mercosul recue na integração e abandone o projeto de união aduaneira para ser apenas uma área de livre comércio.
A escolha entre os caminhos, na avaliação da CNI, está sendo pressionada pela agenda externa do bloco, principalmente pelas negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Na opinião dos técnicos da CNI, as diferenças de tamanho das quatro economias (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), de escala de mercado doméstico e de diversificação do parque industrial dificultam a estruturação de uma estratégia comum.
O Brasil tem interesse em manter alguma proteção para os produtores domésticos e acesso preferencial para os sócios do Mercosul. Por isso, interessa ao País a manutenção da Tarifa Externa Comum (TEC), que permite o fluxo comercial com tarifa de importação zero dentro do Mercosul e tarifa de importação comum entre os sócios, para produtos vindos de fora do bloco.
O ministro da economia da Argentina, Domingo Cavallo, acredita que a TEC só protege a indústria brasileira e não permite à Argentina renovar o parque industrial e melhorar a competitividade dos produtos.
De acordo com o informativo de comércio exterior da CNI, no Uruguai vem ganhando espaço o argumento segundo o qual os custos que o país vem pagando para manter uma tarifa elevada para mercados fora do bloco não são compensados por benefícios compatíveis, ou seja, acesso aos mercados do Brasil e da Argentina. O Uruguai agora quer o mesmo regime de exceção à TEC concedido a Argentina até dezembro de 2002.


