Brasília - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê para este ano um superávit na balança comercial da ordem de US$ 15,5 bilhões, segundo o boletim Comércio Exterior em Perspectiva, divulgado ontem. A perspectiva para 2003 é de manutenção da tendência de crescimento das exportações, principalmente pelas vendas de manufaturados. As exportações, no cálculo da CNI, devem fechar o ano próximas a US$ 65,5 bilhões, 8,5% maiores que o valor exportado em 2002. ''O aumento da competitividade dos produtos brasileiros resultante da forte elevação da taxa de câmbio no ano passado deverá afetar favoravelmente as vendas externas em 2003, especialmente em um cenário que prevê um aumento gradual da demanda externa e um crescimento mais expressivo do comércio mundial este ano'', avalia a CNI.
A meta do governo anunciada pelo ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, é obter um crescimento de 10% das exportações. Para as importações, a CNI prevê um aumento de 5,8% em relação ao ano passado, número inferior aos valores registrados em 2000 e 2001. A confederação calcula que as importações devem fechar o ano em US$ 50 bilhões, impulsionadas pelas compras de produtos intermediários e de combustíveis e lubrificantes.
A maior demanda por produtos intermediários deve vir da própria indústria, que deve apresentar um crescimento gradual este ano. No que diz respeito ao aumento dos gastos com combustíveis, a CNI calcula que o grande responsável será a evolução dos preços internacionais, especialmente pelo risco de uma guerra entre Estados Unidos e Iraque. Em 2002, as importações apresentaram queda de 15% em relação a 2001.

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