Arquivo FolhaLuiz Antônio de Medeiros tem o aval dos líderes empresariais


BRASÍLIA - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) apóiam o projeto da Força Sindical que extingue o imposto sindical e a contribuição assistencial. O apoio ao projeto foi dado ontem em Brasília pelo presidente da CNI, senador Fernando Bezerra (PMDB-RN). Na reunião com o presidente da Força Sindical, Luiz Antônio Medeiros, estava também presente o presidente da Fiesp, Carlos Eduardo Moreira Ferreira.
Segundo Bezerra, o projeto de lei da Força Sindical, regulamentando o inciso IV do artigo 8º da Constituição, será discutido na próxima reunião de diretoria da CNI, marcada para o dia 29 de janeiro. ‘‘Vejo com simpatia a proposta e creio que não teremos problemas para obter o apoio das 27 federações e da diretoria’’, declarou. O ministro do Trabalho, Paulo Paiva, também já anunciou que, logo após o carnaval, o governo enviará ao Congresso projeto de lei que extingue o imposto, incorporando várias das sugestões da Força Sindical.
Quanto aos outros pontos apresentados por Medeiros, como a proposta de emenda constitucional para modernizar a estrutura sindical, Bezerra afirmou que a CNI precisa de mais tempo para assumir uma posição. O senador marcou para um novo encontro com o presidente da Força dentro de 30 dias. Medeiros defende um período de transição de dez anos para a modernização da estrutura sindical, que passaria da unicidade (apenas um sindicato por base territorial) para a pluralidade de representação.
O presidente da Fiesp afirmou que a extinção do imposto sindical é uma posição defendida pela entidade desde 1993. De acordo com Ferreira, o imposto sindical hoje só representa 2% do orçamento da Fiesp. O Sindicato da Indústria da Energia Elétrica do Estado de São Paulo, por exemplo, presidido por Ferreira, não cobra o imposto sindical há quatro anos.

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