São Paulo - Após mais de duas horas de reunião com o presidente interino Michel Temer e com cerca de 100 empresários do Comitê de Líderes da MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação), o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Braga de Andrade, disse ontem que, para o governo melhorar a situação do deficit fiscal, serão necessárias "mudanças duras" tanto na Previdência Social quanto nas leis trabalhistas. Temer deixou o evento sem falar com a imprensa.
O presidente da CNI citou como exemplo a França, onde as leis trabalhistas estão sendo discutidas.
"Vimos agora o governo francês, sem enviar ao Congresso Nacional, tomar decisões com relação às questões trabalhistas. No Brasil, temos 44 horas de trabalho semanal. As centrais sindicais tentam passar esse número para 40. A França, que tem 36, passou para a possibilidade de até 80 horas de trabalho semanal e até 12 horas diárias de trabalho [na verdade, são 60 horas semanais]. A razão disso é muito simples. A França perdeu a competitividade de sua indústria com relação aos demais países da Europa. Agora, está revertendo e revendo suas medidas, para criar competitividade. Ficamos ansiosos para que essas mudanças sejam apresentadas no menor tempo possível", argumentou o empresário.

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