Brasília - A política de desoneração da folha de pagamentos, iniciada pelo governo em 2011 e ampliada para 56 setores em 2014, teve efeito na manutenção e criação de postos de trabalho, melhoria no fluxo de caixa das empresas beneficiadas, na competitividade e nível exportação.
Segundo o secretário de Política Econômica da Fazenda, Márcio Holland, que esteve reunido ontem com empresários e centrais sindicais para um balanço da medida, a discussão para tornar a renúncia fiscal permanente está iniciada.
Os setores atendidos deixaram de pagar 20% de contribuição previdenciária sobre a folha de salários e passaram a arcar com uma alíquota de 1% ou 2% sobre o faturamento bruto anual, descontada a receita de exportação. O total estimado da renúncia fiscal em 2013 foi de R$ 13 bilhões.
Estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgadas pelo secretário apontam que 96% dos setores beneficiados aprovaram a medida. A taxa média mensal de demissão das empresas enquadradas na política caiu de 15% (de janeiro de 2007 a dezembro de 2011) para -3% (de janeiro de 2012 a junho de 2013).

mockup