CNI contestará fim do sigilo
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
O presidente da Confederação Nacional da Industrial (CNI), deputado Carlos Eduardo Moreira Ferreira, disse ontem que a entidade vai entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), no Supremo Tribunal Federal contra a lei que permite aos fiscais da Receita Federal quebrar o sigilo bancário dos contribuintes. Moreira Ferreira não informou a data da entrada do recurso, mas disse que já recebeu a minuta da ação, preparada pelos advogados da CNI.
Somos a favor do combate à sonegação, mas o poder interessado nesse desfecho não pode ter o poder do Judiciário. Queremos sim, a quebra do sigilo, mas só com a autorização do Judiciário, afirmou Moreira Ferreira, após assumir a presidência do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O presidente da CNI disse que o decreto regulamentando o acesso da Receita às informações protegidas pelo sigilo não repara os vícios da lei.
Moreira Ferreira, que assumiu ontem a presidência do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae, falou também sobre a proposta de reforma tributária parcial do governo FHC, que encontra resistência em setores do Congresso e empresariado. Para ele, o País só conseguirá atingir a meta de crescimento de 5% no Produto Interno Bruto (PIB), neste e nos próximos anos, se a reforma tributária acontecer de forma abrangente e não pontual. Do contrário, não chegaremos lá, completou.


